Terminal do Porto do Açu quer se tornar uma nova alternativa para a cabotagem no Brasil

A ideia é reduzir gargalos de outros portos na importação de insumos para siderúrgicas e cimenteiras localizadas no Sudeste

Porto do Açú está em operação desde 2016
Porto do Açú está em operação desde 2016

O Terminal Multicargas (T-MULT) do Porto do Açu, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro, está se apresentando para ser uma nova opção para cabotagem no Brasil. Ele já está em operação desde 2016 e atualmente  movimenta bauxita, coque, carvão, gipsita, sucata, carga geral e de projetos e também pode movimentar outras cargas como manganês, sal, minério de ferro e gusa. É  moderno  e sem fila de espera. Suas características tornam a operação mais rápida e mais econômica, segundo a empresa. Com atual 160 mil m² de área alfandegada, 14,5 metros de profundidade e homologação para receber embarcações com calado de até 13,1 metros, ele permite a atracação de navios Panamax e já está a 800 dias sem acidentes.

O CEO da Porto do Açu Operações, Tadeu Fraga(foto), empresa que administra o Complexo do Porto do Açu, disse que  “O T-MULT tem potencial para ser a Tadeu Fraga_2solução portuária das indústrias localizadas no Sudeste e Centro Oeste do país, tanto para escoar a sua produção quanto para importar insumos e recursos, desafogando os portos que estão operando na sua capacidade máxima. A localização estratégica e a infraestrutura de ponta já existentes no Complexo podem tornar os produtos produzidos nacionalmente ainda mais competitivos, tendo em vista a redução com gastos logísticos por parte das empresas. E, com a extensão da costa brasileira, é natural que a cabotagem seja considerada uma das principais alternativas”.

Ainda no primeiro semestre deste ano está previsto  a expansão do terminal, que possibilitará a movimentação de novas cargas. O projeto contará com ampliação do pátio de estocagem e construção de armazenagem coberta, incrementando ainda mais as atividades do terminal.  Entre as cargas que poderão ser movimentadas estão granéis agrícolas, concentrados (cobre, zinco, entre outros), hidratos, fertilizantes, breakbulk e produtos para siderurgia. O terminal ainda possui licença para operar veículos e está desenvolvendo um projeto T-MULT 2para criar a infraestrutura necessária para a movimentação de contêineres.

Desde o início das operações do Terminal Multicargas em 2016 até o final de 2018, o terminal apresentou crescimento de 96% no volume movimentado, totalizando 1,4 milhão de toneladas. O portfólio de produtos e clientes também cresceu significativamente. Em 2018, por exemplo, foram operados 7 tipos de produtos diferentes para um total de 15 clientes, o dobro do atendido em 2017. Além disso, o T-MULT também atingiu recorde de eficiência de descarregamento de cerca de 22 mil toneladas/dia.