Interdição do Porto do Forno traz prejuízos para a Economia de Arraial do Cabo

Embargo traz também prejuízos para o Turismo impedindo a cidade de entrar na rota dos transatlânticos

desembarque de malte
Desembarque de malte para a industria cervejeira no Porto do Forno

Embargado desde Abril pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e com o alfandegamento suspenso pela Delegacia Regional da Receita Federal, o Porto do Forno, em Arraial do Cabo /RJ, único terminal marítimo da região está parado.

Administrado pela Companhia Municipal de Administração Portuária (Comap), o terminal está dentro de uma reserva extrativista e em área estratégica, entre as bacias de Campos e de Santos, para a exploração do pré-sal.

O embargo se deve ao descumprimento de  condicionantes da licença ambiental, impostas em função de sua localização dentro de uma reserva marinha de alta relevância. Para suspender o embargo, o IBAMA exige a  apresentação de um plano de controle e proteção ambiental.

O longo período de interdição do Porto tem acarretado vultosos prejuízos às indústrias da região, em especial à salineira, já que a operação de embarque e desembarque de cargas precisou ser  transferida para outros portos. Também para os estivadores a situação traz prejuízos, com dezenas de trabalhadores parados.

Enquanto durar a restrição, as atividades de armazenagem e qualquer outra que caracterize comércio exterior estão proibidas, inviabilizando  movimentações rotineiras, como o desembarque do malte vindo da Argentina e do sal, originário do Chile, ficando restritas a operações nacionais.

A solução pode vir da formação de um consórcio de empresas para o financiamento dos programas ambientais exigidos pelo Ibama. De acordo com nota da Comap, quatro empresas, que já operam no Porto, participam do ‘pool’ criado para salvar o terminal, entre elas, a Refinaria Nacional de Sal, a Barley Malting, a Pennant Operadora e a Harbor Logística

A interdição  adiou também  os planos da prefeitura de fazer a cidade entrar na rota dos transatlânticos na região, assim como já acontece com Cabo Frio e Búzios.

O Porto pertence à União, mas tem a gestão municipalizada desde 1999.