A vez dos outsiders

Os ventos da mudança que sacudiram o Brasil nas últimas eleições devem  alcançar os municípios em 2020.  Uma nova sociedade com idéias próprias, e voz para expandir seus objetivos,  vai escolher os novos prefeitos e vereadores baseados, não mais em campanhas milionárias, editoriais pagos na imprensa,  ou o tradicional cabresto mantido com favores de toda a sorte.

Agora, o papo é outro. Quem quiser ganhar vai ter que encarar o desafio do engajamento nas redes sociais e ganhar a confiança de pessoas comuns. Não vai precisar de muito dinheiro, se tiver criatividade e falar comprovadamente a verdade. Vai precisar, sim, de muita determinação, carisma, coerência, e ter nas mãos toneladas de informações e fatos verdadeiros para desmontar seus oponentes em tempo real.

Quem tem essas características?  Quem tiver, será o vencedor.

Em Búzios, nenhum outsider à vista. Mas, dois expoentes do engajamento digital devem travar uma disputa à altura dos novos tempos. Cláudio Agualusa e Thomas Weber terão a tarefa de derrotar a velha política no balneário, representada por Mirinho Braga, se puder se candidatar, e Alexandre Martins.

Em Cabo Frio apenas um outsider verdadeiro se apresentou até agora  – Felipe Figueira –  Jovem professor, ex-atleta e influenciador digital. Mas o empresário Ricardo Guadagnin também vai tentar pleitear o rótulo, ancorado  em sua bem sucedida liderança empresarial e no partido Novo.

Terão que vencer a velha política que vem representada por vários expoentes significativos, e outros nem tanto, mas todos fazendo bastante barulho na mídia paga. 

A citar, um  político jovem, Rafael Peçanha, que navega nas asas do esquerdismo fácil, com apego às velhas práticas de seu partido, o PDT, incluindo deixá-lo, caso seu nome não se confirme.

Correndo de lado, vem José Bonifácio,  que pode provocar estrago razoável se administrar alguns aliados pra lá de queimados na praça, como Janio Mendes,  e vencer as vaidades juvenis de Peçanha, que poderia se transformar num vice que daria competitividade à chapa.

Todo mundo, porém, terá que encarar a  “máquina” da prefeitura, nas mãos de uma promessa que não se realizou, Adriano Moreno.  Mas, se valer a política do contracheque, larga com metade dos votos.

E encarar, também,  a novidade óbvia da eleição, um velocista de ponta chamado  Dr Sérginho, surgido do nada e projetado ao estrelato ao se eleger deputado estadual com expressiva votação. Se mantiver a performance, será um competidor difícil de bater.

Que vença o melhor!