Vítima da própria esperteza

Xeretas. É o que na sua nota o Instituto Lula insinua serem os Lula da Silva. O que foram fazer no triplex no Guarujá? Admitindo que Lula o visitou uma vez, e que sua mulher e um dos filhos algumas vezes, enquanto o apartamento estava em obras e até sendo mobiliado, é válido fazer a pergunta. Chegavam em casa e comentavam, ”ah se tivéssemos dinheiro para comprar um lugar como aquele; Lulinha poderia ganhar uma prancha de surfe no Natal e começar a treinar e até se tornar campeão mundial no Havaí”?
Os Lula da Silva teriam sido pegos com as mãos no pratinho de coleta de moedas em igrejinha do interior.
Dona Marisa desistiu da cota na compra do apartamento 141 em 27/10/2019. Seis anos depois, em 26/11/2015, pediu a devolução do que pagou, em 36 prestações, mas que ainda não começou a receber. Ao longo daqueles seis anos Lula visitou o lugar uma vez – mas testemunhas afirmam que foram várias as visitas – sua mulher e um filho o fazerem várias vezes, incluindo enquanto um elevador era instalado e o apartamento mobiliado. Fizeram isso porque seriam xeretas se metendo na vida alheia? Por acaso pediram permissão ao verdadeiro proprietário, que pagaria pela instalação do elevador? Deram palpite sobre a cor dos vasos sanitários?
O curioso é o comentário na nota do Instituto: a família de Lula desistiu de utilizar a cota para adquirir um dos imóveis disponíveis no condomínio porque “as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”.
Como é que é? O energúmeno que redigiu a nota esqueceu que a desistência ocorreu em 2009. As tais “notícias infundadas, boatos e ilações que romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento”, só começaram depois que estourou o escândalo do petrolão, em março de 2014. Quem redigiu a nota seria não só um energúmeno, mas, também, um microcefálico.
Lula está sendo vítima de sua própria esperteza. Um suposta esperteza, destaque-se. Jamais poderia imaginar no que resultaria a Operação Lava-Jato, tal como todos os brasileiros, a cada dia mais estarrecidos com a extensão da roubalheira.
Lula teria que ser um mágico de circo para continuar a manter a história de que nunca teve relação com o tríplex no Guarujá. Visitava o apartamento para quê?
Os Lula da Silva terão o mesmo problema com a história do sítio em Atibaia. Quem usa dinheiro vivo para pagar contas em loja de material de construção? Qual senão a intenção de esconder a origem do dinheiro? Como comparar os pagamentos que totalizariam R$500 mil, em dinheiro carregado em malas, sem emissão de notas fiscais, com a compra de um barco, realizado por Dona Marisa, com a devida nota?
A única coisa honesta na vida dos Lula da Silva teria sido a compra daquele barco. O resto seria da prática de xeretagem explícita e associação com bandidos já condenados e presos.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
02/02/2016

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