Vaquinha para comprar uma República para Cunha

Está uma esculhambação, mas alguém já mediu o crânio desse cara? Trocar Dilma por Temer ou Aécio, ou qualquer outro, seria trocar 6 por 5,99.

Não se trata de gostar ou não da presidenta, de ter ou não votado nela. É o que temos e temos que chegar com ela em 2018. Qualquer outra coisa não seria “golpe”, mas o de criar um precedente que nos jogaria num passado marcado pelas incertezas.

Estamos passando por um aprendizado e se, num caso como o dela, percebe-se ser imperativo afastá-la da presidência, há o impedimento previsto na Constituição e não será para satisfazer os interesses particulares do deputado Cunha que seu rito deveria ser adaptado.

Junte-se Eduardo Cunha aos dois, ou a um deles, e ter-se-ia o “Desastre Perfeito”. Uma solução seria comprar uma República para o Cunha, que receberia o título de “Bolha D’água”.

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O desespero de Cunha seria óbvio, insistindo em fazer com que as coisas funcionem a seu favor.

Não precisaria consultar o presidente da STF para esclarecer o rito especificado para a autorização de um impedimento. “Bolha D´Água” estaria procurando maneira para pousar o desastre que é em si mesmo.

A decisão é clara: o voto será secreto para os casos especificados na Constituição, e no Legislativo é isso que deverá ser feito. Se na votação da comissão que irá autorizar o Senado para processar o impedimento for rejeitada, prepara-se oura lista. Qual é o problema? E assim sucessivamente até que uma lista com 65 deputados seja aprovada.

Antes, Cunha manifestou indignação porque o STF teria interferido, arbitrariamente, no Regimento Interno da Câmara. Agora, procura o mesmo tribunal para esclarecer dúvidas quanto ao documento: se as eleições em comissões deveriam ser abertas ou secretas, etc. Ora, Cunha não é um mentecapto. O STF foi claro: siga-se a Constituição. Ponto.

Compre-se uma República para Eduardo Cunha. Seria presidente, vice, comandaria os poderes legislativo e judiciário. Ficaria resolvido seu problema e pararia de encher o saco.

Ernesto Lindgren

CIDADE ONLINE

22/12/2015

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