Vamos poder voltar a falar mal da Dilma

Até 2018. E já deu chance (ver abaixo). Cunha atrapalhava a festa, estando agora mais enrolado do que bicho da seda. Já se imaginou Temer, presidente, falando ao País, em rede de TV nacional, movendo as mãos como se dirigindo o coro dos cidadãos cantando o “Samba do Crioulo Doido”?

Deve-se torcer para que a PF encontre uma gravação feita por Cunha, em celular seu, cobrando o pagamento de propinas, do que resultaria uma ordem de sua prisão exarada pelo ministro do STF de plantão. E ainda, mesmo que a Câmara vote abertamente que a medida seja revogada, que o STF se negue a fazê-lo, criando mais uma camada de fio no bicho da seda em que Cunha teria se tornado.

Consta que a presidenta estaria disposta a trocar o ministro da Fazenda, nomeando Jacques Wagner para a pasta. Formado em engenharia civil na PUC-Rio, a presidenta estaria adaptando o comentário de Georges Benjamin Clemenceau, estadista francês, que formulou a clássica máxima, “ A guerra é um assunto demasiado sério para confiar a militares”. De fato, pelo andar da carruagem, com o devido pedido de vênia aos economistas, “A economia é um assunto demasiado sério para confiar a economistas”.

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Repetir-se-ia, então, a decisão de Itamar Franco de nomear FHC, um sociólogo, para a pasta da Fazenda, do resultou a criação do real com óbvias vantagens para a nossa economia.

Mas, não aconteceu: Levy deixou a pasta da Fazenda e no lugar entrou Nelson Barbosa. Como no caso de técnicos de futebo de time que está perdendo, economistas,como fazem comentaristas de futebol, estão dando pauladas no governo.    

Eleito, Lula surfou nas águas límpidas deixadas por FHC, transformando-a num imenso lamaçal que engolfou o País a partir de 2003. Mas, como se sabe, a sujeira começou a ser lançada ao longo dos governos FHC, confirmando a percepção de que alguns políticos são, por natureza, canalhas e ladrões.

Espera-se, com a ajuda de Madre Teresa, que ocorra o milagre de haver um esforço para afastar Lula & Cia. do cenário político, como deverá acontecer com Eduardo Cunha e parceiros.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
18/12/2015

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