Vale a pena ver de novo, sabe

As gravações dos depoimentos, sabe, dos indiciados por corrupção ativa ou passiva, sabe. Particularmente as duas do ex-presidente Lula, que juntas, duraram mais de sete horas, sabe.

Os mineiros são conhecidos pelo hábito de ignorarem o plural quando falam, sabe. Mas esse ex-presidente o faz por ser ignorante, sabe, e que não aproveitou os seus oito anos de mandato, sabe, para fazer o curso de alfabetização à noite, sabe.

Esse idiota, sabe, ao responder a maioria das perguntas, sabe, aproveitou o ensejo para fazer propaganda dos seus governos, sabe, citando feitos e malfeitos que nada tinham ver com o que deveria ser o conteúdo das respostas, sabe.

Era óbvia a sua irritação, sabe, sua postura sendo o de tentar intimidar o juiz Sérgio Moro e os promotores, sabe. Era visível o seu desejo de voltar a ser presidente e, sabe, dar-lhes uma “chave de galões”, sabe, acabando com o que lhe parece um ato ilegal, sabe, com um juiz e promotores, sabe, ousando interrogar alguém infinitamente superior hierarquicamente, sabe.

O segundo depoimento interessante, sabe, é o de Eduardo Cunha que, sabe, aproveitou o momento para usar sua verborragia e exibir, sabe, seu suposto domínio no conhecimento de operações bancárias, sabe. No final, sabe, reclamou das condições a que está submetido, muito abaixo das que julga ser direito para alguém com sua importância. “Trouxe a telefonia celular para o Brasil”, alegou, sabe, como se isso fosse de interesse a quem quer que seja. “Vá se danar, vagabundo”, seria o comentário que se deveria fazer, sabe, logo após calar a boca.

Vendo, de novo, alguns dos depoimentos, é-se capaz de entender, sabe, a razão porque o País está na situação com a qual convivemos. É aquela que se diria em consequência da ausência de Lady Gaga nos shows do Rock-in-Rio: numa tremenda Gaga-da.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
18/09/2017

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