Unidades de conservação ganham manual de sinalização de trilhas

Unidades de conservação ganham manual de sinalização de trilhas
Unidades de conservação ganham manual de sinalização de trilhas

Unidades de conservação ganham manual de sinalização de trilhasSerra Fluminense (Renato Coelho)

Uma trilha nada mais é do que uma estrada para pedestres (ou em alguns casos ciclistas). E todas as estradas, desde sua concepção inicial, sempre incorporam a necessidade da sinalização. Entre os equipamentos turísticos, a sinalização é de fundamental importância, já que o turista geralmente está em um local desconhecido.

As placas devem trazer informações sobre a atração a ser visitada, distância a ser percorrida, grau de dificuldade para chegar no local, animais que podem ser encontrados no caminho e informações sobre a fauna e flora da região. Além de promover o uso público e evitar que os usuários se percam ou coloquem suas vidas em risco por falta de informação, elas ajudam na educação ambiental.

As unidades de conservação brasileiras, principalmente os parques nacionais, estaduais e municipais, têm grande potencial turístico, mas muitos ainda são carentes de sinalização ou não seguem um padrão para as placas.

Apesar de seus 75 milhões de hectares, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação Brasileiro – SNUC tem menos de 300 km de trilhas sinalizadas.

Para comparar, o Sistema de Florestas Nacionais dos Estados Unidos, com tamanho similar ao do Brasil (cerca de 73 milhões de hectares) conta com 225 mil km de trilhas sinalizadas. No outro extremo, a Ilha de Dominica, um pequeno país no Caribe, com 70 mil habitantes e 75 mil hectares de área total, tem mais de 250 km de trilhas sinalizadas.

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Segundo Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil, o manual prático de sinalização de trilhas “é fundamental pois traz ensinamentos do quanto é importante, barato e fácil sinalizar áreas protegidas abertas para o uso público e o ecoturismo. Não só na Mata Atlântica, mas também nos outros biomas”.

Ela diz ainda que “a publicação não tenta reinventar a roda. Ela mostra como o processo tem sido feito mundo afora e busca, por meio do compartilhamento de técnicas e de exemplos práticos, contribuir para que os gestores de áreas protegidas e a população em geral possam trabalhar com soluções simples e não onerosas”.

Ao todo foi verificada a sinalização de cerca de 200 unidades de conservação em 50 países.

Escrito por Pedro da Cunha de Menezes, especialista em Unidades de Conservação urbanas e ex-diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, o guia é considerado também um incentivo à conservação e uma forma de apoiar novas oportunidades de visitação destas áreas, já que cria normas e restrições adequadas às possibilidades locais. Ou seja, por meio dele é possível traçar os pontos a serem visitados, quais as necessidades básicas do parque, como deve ser sua infraestrutura e os acessos aos atrativos, contribuindo para que a natureza seja preservada da melhor maneira possível.

>> Acesse a versão online

WWF-Brasil

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