Uma questão de interpretação

Filho
Filho Molhou

“Foi a Wikipédia que copiou meu relatório”, poderia dizer o filho do ex-presidente Lula, argumentando que a PF interpretou a coisa maldosamente. Colocaria um ponto final nessa história de sua consultoria sobre as vantagens do Brasil ter sediado a Copa do Mundo e sediar os Jogos Olímpicos em 2016. Ou coisa assim.

Também não seria verdade que a PF não encontrou o nome de alguém que teria sido contratado para trabalhar na sua empresa de consultoria. Outra interpretação maldosa. O tema da sua consultoria era tão delicado, mas tão delicado, que os nomes dos empregados teriam sido mantidos em segredo para protege-los dos paparazzi de relatórios de pesquisa. Não poderia correr o risco de expô-los. Que mal há em fazer isso? Afinal são devotados intelectuais que trabalham de graça para “a causa”.

De qualquer forma, só mesmo o rapaz pode explicar. Como teria dito seu advogado as acusações são descabidas. Lulinha repetiria o argumento dizendo que não há cabides onde possam ser penduradas.

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Ponto final.

Agora, o que o filho do ex-presidente não pode escapar de admitir é que teria usado uma parte do cérebro que todo mundo sabe ser terminante proibido acessar.

Mas, tudo bem. Não errar é desumano, ninguém é de ferro e a prova de que não é está aí. Ficou quieto, aflito com a pessoa que copiou parte de seu relatório e inseriu na Wikipédia. Continua a se preocupar, e tanto, que se atrapalha quando é chamado para dar explicações. Tudo maldade.

 

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
30/11/2015

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