Trump: personalidade narcisista à solta

Na página da Clínica Mayo encontram-se algumas características aplicáveis a Donald Trump, num artigo intitulado “Personalidade narcisista”:
“Personalidade narcisista é uma desordem mental na qual a pessoa tem um sentimento inflado de sua importância, uma profunda necessidade de ser admirado e uma ausência de empatia por outros. Mas, por trás dessa máscara de exagerada confiança em si mesmo há uma frágil auto-estima vulnerável a mais simples crítica. Uma personalidade narcisista causa problemas em várias áreas de atividade humana, como relacionamentos, no trabalho, na escola (todos os níveis) ou em atividades econômicas. É geralmente infeliz e desapontado quando não recebe os favores especiais ou admiração que acredita merecer. As pessoas, de um modo geral, o evitam e talvez sentem insatisfatórias as relações que têm com ele.

Alguns sintomas da desordem mental seriam:
• Tem um sentimento exagerado de sua importância;
• Espera ser reconhecido como superior mesmo sem ter alcançado êxitos que justificassem o reconhecimento;
• Exagera seus êxitos e talentos;
• É preocupado com fantasias sobre sucesso, poder, brilhantismo, aparência física e o de ser o companheiro perfeito;
• Acredita ser superior e só pode ser compreendido por um associado igualmente especial.

No caso de Trump, o que o motiva é a crença de que “Só eu osso colocar ordem no mundo e colocar os Estados Unidos não será ameaçado pelos perigos que afligem aquele mundo”.

Embora algumas das características da desordem da personalidade narcisista possam ser confundidas com as de alguém que tem “confiança em si mesmo”, esse não é o caso. A desordem ultrapassa os limites da “autoconfiança saudável” fazendo com que o portador da desordem tenha uma percepção exagerada de si mesmo, colocando-se num pedestal, atribuindo a si valores bem acima dos que consegue atribuir a outrem.

Nós próximos quatros anos alguém poderia coletar informações para, eventualmente, escrever “O retrato de Donald Trump”, suas ações ausentes do que parece ser “amor à pária”, que faria tanto sucesso quanto o “Retrato de Dorian Gray”.

Que o Mundo se previna: há um narcisista à solta, capaz de causar danos comparáveis aos que Hitler causou.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
27/01/2017

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