Terrorista verbal

Lula teria uma inesgotável capacidade de dizer bobagens. “Crise é que nem diarreia, vai passar”, disse, enquanto Paris era atacada por terroristas, o que serve para a ele se associar um atributo apropriado: “terrorista verbal”, que usaria o intestino para raciocinar.

Já é conhecida a sua ojeriza ao que chama de “elite”. Manifestou-a na sua declaração de 13/11, rebatendo críticas ao PT: “O que nós fizemos em 12 anos a elite brasileira não fez em 100”.

Tornou-se imperativo que esse sujeito seja colocado em uma posição na qual seria forçado a detalhar seu entendimento de “elite”. Quer parecer que alguém lhe disse, ou talvez tenha captado a percepção de que “ser de esquerda”, obrigatoriamente, implica em manifestar aquela ojeriza.

Levando ao pé da letra sua declaração estaria dizendo que essa “elite” nada fez de bom, proveitoso, usável, adequado, positivo, em todas as áreas de atuação de brasileiros, a partir de 1915, como Santos Dumont, Portinari, Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, César Lattes e tantos outros que, reconhecidamente, se destacaram e moldaram e/ou expressaram o caráter nacional, destacaram-se entre seus pares em uma classe específica de brasileiros. Seja qual for a orientação política ou econômica que um brasileiro tenha, reconhece que aquelas pessoas servem para tornar objetivo o conceito sociológico de “elite” de uma classe específica de brasileiros.

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É impossível, até agora, identificar qual é o entendimento de Lula. Aparentemente está atolado no emaranhado e lamaçal do simplismo dos conceitos marxistas, dos quais ouviu falar, sem jamais ter-se preocupado, mesmo superficialmente, em se informar num panfleto que poderia adquirir em banca de jornal.

No mundo intelectual de Lula, raso, é, no entanto, possível identificar o reducionismo extremo, muito comum em quem anseia encontrar uma causa que possa justificar sua existência. Apega-se ao reducionismo e parte em louca disparata na tentativa de “salvar o mundo” ou, no caso, “salvar o Brasil”.

A população brasileira, para Lula, seria formada por duas classes que poderiam ser, de acordo com seus interesses momentâneos, “elite/não-elite”, “ricos/pobres”, etc., sempre acentuando que as classes estariam em irremediável, incontornável e infindável conflito. Não se sabe, o que deveria ser forçado a revelar, se para ele “elite” e “rico” seriam sinônimos mas, tomando como referência seu comportamento, não seriam. Aparentemente, para Lula, seria possível haver quem seja “rico” e “não-elite”, no caso ele mesmo. Um membro simultaneamente pertencente às classes “rica” e “elite” deve ser espoliado, várias sendo as formas de fazê-lo. Isso explicaria a orquestração do assalto aos cofres públicos, constituído de fundos predominantemente dos que pagam impostos, e à Petrobrás, e a maneira como espoliou a empresa Odebrecht e outras. Isso o preocupa, agora, tentando evitar que seja revelada a verdadeira razão para sua associação com membros da família Odebrecht. Que essa associação desagradava Emílio Odebrecht ficou evidente quando ameaçou dizendo, “Se meu filho for preso ele revelará coisas capazes de derrubarem a República”.

Mantendo-se a Operação Lava-Jato no ritmo até agora empreendido algum dia o Brasil dirá “O período petista foi como diarreia, passou”. Um ponto fora da curva na nossa evolução democrática.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
14/11/2015

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