Se vira (editado em 25/04)

É improvável que Temer, afastada a presidenta, recupere a economia. Dado seguimento ao pedido de seu impedimento, alçará à presidência o astuto Cunha, que seria o mais ardiloso ator na crise política.

No início de 2016 havia cerca de 92 milhões de pessoas ocupadas das quais 46 milhões no setor privado, que se somavam aos 20 milhões “se virando” na economia informal.

É o número de ocupados no setor privado que está caindo e o número de pessoas na informalidade tende a aumentar. Assim sendo o Estado petista, que está maior do que a Nação, terá um menor número de pessoas ocupadas no setor privado para sustentar seu principal agente, o governo. Esse número, já neste mês, é de cerca de 35 milhões, não havendo mágica para encontrar a maneira de sustentar aquela metade (46 milhões) de pessoas ocupadas no Estado (governo) petista: aumentar impostos que os 35 milhões terão que pagar sem reclamar ou reclamando.

Será trocar seis por meia dúzia se a presidenta Dilma for substituída por Temer: nem um Prêmio Nobel em Economia conseguiria, até 2018 e nos próximos dez anos mudar essas desastrosas relações: aqueles 46 milhões que trabalham para o Estado é que deveria ser reduzido para menos de 25 milhões. Nem macumba em todas as encruzilhadas de Brasília conseguiria promover esse milagre.

O Estado petista, com seu governo, que se dane. É o Estado que essa chamada “esquerda”, com o PT na frente puxando a fila de sanguessugas, queria.

Que se dane o Estado petista, repete-se. O total de empregados no setor informal tende a chegar a 40 milhões, “se virando” como puder, quando 30 milhões empregados formalmente estarão pagando mais impostos para sustentar quase metade de vagabundos dentre os 46 milhões ocupados nas tarefas do Estado.

Quem quiser ser trouxa que sustente o PT que precisa de dinheiro para promover demonstrações, a favor de Dilma ou contra Temer. Irão fazer churrasco de coxinha de galinha como o dinheiro deles, enquanto os trouxas estarão batendo palmas, em casa, comendo uma concha de feijão ralo com duas de farinha.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
23/04/2016

COMPARTILHAR