Saindo Temer, entra quem? (Ed. 29/05)

Será um casuísmo emendar a Constituição para permitir eleição direta caso Temer caia. Ou a Constituição vale ou não. Alegar que alto percentual de parlamentares, sob investigação no STF, votariam numa eleição indireta não é suficiente. Votam no Congresso e ningué levanta objeções. 

Guido Mantega nem pensar, um ex-ministro da Fazenda que confessou ter USD$600 mil no exterior, sem declarar, o que é obrigatório. Vagabundo seria apropriado para qualificá-lo. Ministro do PT.

Para sorte nossa o semi-senador Aécio “Cx 2 Eu sou neto de Tancredo”, foi apanhado à tempo inviabilizando sua provável escolha pela maioria do Congresso. Imagine-se o estrago que faria requisitando ajuda para o pagamento de suas despesas pessoais.

Os avermelhados irão indicar Lula, no caso da saída de Temer, e a aprovação da emenda constitucional permitindo eleições diretas.. Já no caso da derrubada da chapa Dilma-Temer pelo TSE, seguindo-se eleições indiretas, Lula não poderá ser candidato. Terá que ser alguém da Câmara ou do Senado. Difícil escolher.

No impedimento de Temer o juiz Moro terá que acelerar a condenação de Lula em 1ª instância e se confirmar a condenação no TFR no RS na 2ª instância.

O País está um caos com falhas na infra-estrutura sem haver uma perspectiva para os 14 milhões de desempregados. Estamos na fase do “cada um por si” com um aumento significativo na economia informal. O retrocesso causado pelos 13 anos de governos petistas, apoiado por uma esquerda caótica e uma situação infestada de aproveitadores, seguido de dois anos de aperto no setor privado, cria uma situação que exigirá do País anos de trabalho para recuperar o nível de desenvolvimento que se tinha no início do século.

Será um recomeçar penoso.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
29/05/2017

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