Risco de infarto pode aumentar até 30% no inverno

A queda de dez graus na temperatura pode aumentar de 30 a 40% o risco de complicações cardíacas e a taxa de infarto agudo do miocárdio pode aumentar até 30% no inverno. Estes dados são da campanha “Coração Alerta”, realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista. Mas como se dá esta relação?

Estudos sugerem que em regiões mais frias e no inverno de países tropicais como o nosso, a baixa temperatura se relaciona com maior ocorrência de internações hospitalares por problemas cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, especialmente em pacientes acima de 65 anos de idade.

“Ao sentirmos frio, nosso corpo tenta produzir calor ao liberar substâncias chamadas catecolaminas que agem fazendo a constrição de vasos sanguíneos e aumentando a pressão arterial. Essas alterações justificam a maior ocorrência de infarto no inverno. Além disso, passamos a comer alimentos mais gordurosos e diminuímos a prática de exercícios físicos”, explica o cardiologista Matheus Sigiliano Carneiro, da UNICOR Macaé.

Segundo ele, as doenças respiratórias comuns nessa época do ano, como gripes e resfriados, podem sobrecarregar o sistema circulatório e, consequentemente, o cardiovascular. “Nessas situações, as infecções agridem a superfície dos vasos sanguíneos e torna a placa de colesterol mais vulnerável a processos de trombose favorecendo a ocorrência de infarto por oclusão das artérias do coração”, contou o médico. Por isso, pacientes que já possuem doenças cardiovasculares são mais suscetíveis e devem se cuidar para evitarem maiores complicações.

Os sintomas do infarto que devem deixar as pessoas em alerta: “Ocorre um grande desconforto causado por uma dor forte sentida no peito e irradiada para a mandíbula, pescoço, ombros e braços, principalmente o esquerdo. Além disso, a pessoa também pode ter uma sensação de desmaio, suor excessivo, náusea, vômitos e falta de ar”, diz o médico.

Quem estiver com alguém apresentando estes sintomas deve, em primeiro lugar, solicitar socorro urgente e tomar os seguintes cuidados: não dar nada para a pessoa ingerir; se a vítima desmaiar, confira se ainda há respiração e pulso, se não tiver, será necessário iniciar massagem cardíaca até o socorro chegar; nunca transporte a pessoa desfalecida; deixe-a em posição confortável, levemente inclinada e afrouxe suas roupas.

Fonte Tathiana Campolina

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