Rio de Janeiro anuncia inédito Livro Vermelho da Flora Fluminense Ameaçada de Extinção

Rio de Janeiro anuncia inédito Livro Vermelho da Flora Fluminense Ameaçada de Extinção
Rio de Janeiro anuncia inédito Livro Vermelho da Flora Fluminense Ameaçada de Extinção

Rio de Janeiro anuncia inédito Livro Vermelho da Flora Fluminense Ameaçada de ExtinçãoManguezais estão entre os sistemas mais vulneráveis

O bioma Mata Atlântica possui o maior número de espécies, mas ao mesmo tempo são as com maior potencial de extinção no país, sendo o segmento de manguezal e restinga os mais vulneráveis

O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, e o presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico (IJB), Sérgio Besserman, participaram, no dia 22 de junho , da I Oficina para Conservação da Flora Ameaçada de Extinção do Estado do Rio de Janeiro, na Escola Nacional de Botânica Tropical, no Jardim Botânico. O evento, que contou com a presença de especialistas do IJB e da SEA (Secretaria de Estado do Ambiente), teve como principal objetivo definir as áreas prioritárias para as políticas de restauração florestal, visando a elaboração do Plano Nacional de Ação.

Durante a cerimônia o secretário do Ambiente André Corrêa anunciou para dezembro o lançamento do inédito Livro Vermelho da Flora Ameaçada de Extinção, o primeiro a utilizar metodologia nacional:

“A primeira grande descoberta desse trabalho em parceria com o Jardim Botânico é que, entre bilhões de espécies que existem no Planeta Terra, 905 só ocorrem aqui no território fluminense. Algumas dessas espécies, consideradas extintas há 150 anos, foram redescobertas em Unidades de Conservação (UCs). Agora, a segunda pergunta que fazemos é se os nossos parques estão alcançando o objetivo de preservar essas espécies, se elas estão localizadas dentro dessas áreas de preservação”, detalhou o secretário do Ambiente, André Corrêa.

O terceiro componente da cooperação entre o IJB e a SEA é o lançamento do aplicativo “Procura-se”, uma ferramenta interativa na qual o visitante poderá fotografar e registrar uma espécie, com intuito de descobrir se está em extinção ou, caso ela seja inédita, colaborar com a lista da flora endêmica ameaçada. Segundo o economista e ecologista, presidente do IJB, Sérgio Besserman, tão importante quanto os esforços de complexidade na área científica é o engajamento da população nesse trabalho.

Com 44 anos de trabalho no Jardim Botânico, o coordenador científico do projeto e do Centro Nacional de Conservação da Flora, Gustavo Martinelli, se mostrou surpreso com o resultado do levantamento de sete anos da flora fluminense, e destacou como exemplo a redescoberta da espécie Jurujuba. O último registro dessa planta havia sido feito em 1974 e pela quantidade de exemplares visualizados em campo, a espécie deixará a situação de “criticamente ameaçada” para ser considerada “vulnerável”.

“Esse projeto está focado em trazer respostas e organizar nossas ideias envolvendo essa lista das espécies endêmicas ameaçadas no Rio de Janeiro. Vamos discutir e detalhar as questões de conflito, as áreas de intenso padrão de desenvolvimento, identificando as atividades de risco e as estratégias de combate a essas ameaças. Esse mapeamento das áreas foco é essencial para a elaboração do plano de ação, assim podemos definir se há necessidade de se ampliar uma UC”, explicou Martinelli.

O bioma Mata Atlântica possui o maior número de espécies, mas ao mesmo tempo são as com maior potencial de extinção no país, sendo o segmento de manguezal e restinga os mais vulneráveis. “Essa oficina é muito importante para o meio ambiente. Como cariocas sabemos que o estado de conservação dessa vegetação é muito crítico. Estamos aqui trabalhando não só para repetir mais uma vez que elas são ameaçadas, mas para sair agora com um plano de ação, com maneiras de conseguir que essa preservação seja realmente efetiva e eficaz”, disse a doutora Daniela Zach, diretora de pesquisa científica do IJB.

Fonte SEA
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