Refúgio de Vida Silvestre vai proteger margens do Rio Paraíba do Sul

Rio Paraíba do Sul

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O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, assinou decreto que autoriza a criação do primeiro Refúgio de Vida Silvestre (RVS) estadual, nas margens do Paraíba do Sul. O  ato aconteceu durante o lançamento da segunda edição do Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Rio no dia 03 de junho, no Palácio Guanabara, dentro das comemorações da Semana do Meio Ambiente.

A criação do refúgio, que terá cerca de  12 mil hectares, vai contribuir para a segurança hídrica do estado, já que o Paraíba do Sul é responsável pelo abastecimento de grande parte da população do estado, incluindo a Região Metropolitana. Além disso, vai garantir a conservação e a reprodução de espécies ameaçadas de extinção, como o cágado-do-paraíba (Mesoclemmys hogei) e o surubim-do-paraíba (Steindachneridion parahybae).

O estudo preliminar do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estabelece que a área de estudo para a criação do Refúgio abrange 13 municípios do Médio  Paraíba, a maioria dos quais não conta com unidades de conservação em seus limites: Três Rios, Paraíba do Sul, Rio das Flores, Vassouras, Valença, Barra do Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis, Porto Real, Resende e Itatiaia.

Na cerimônia também foi anunciada a implantação da sede do Parque Estadual da Pedra Selada, em Resende, também na Região do Médio Paraíba. E, de acordo com o secretário do Ambiente, outra unidades de proteção integral existente na região, o Parque Estadual da Concórdia, em Valença, será ampliado em mais de oito vezes, passando de 804 hectares para 6,8 mil hectares.

O secretário disse também que está sendo firmada uma parceria com o SOS Mata Atlântica para cooperação técnica nas ações previstas para a região, como a criação do refúgio e a ampliação do parque, além de ações de restauração florestal.

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Atlas atualizado

A edição revista e ampliada do Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Rio, em versão bilíngue, com 172 páginas, traz dados e mapas georreferenciados de todas as unidades de conservação estaduais e federais, atualizando as informações da primeira edição, lançada em 2000.

A publicação inclui as novas unidades de conservação criadas pelo governo estadual desde 2007, período em que a área protegida mais do que dobrou, passando de 120 mil hectares para 450 mil hectares. A publicação será disponibilizada em breve para download no site do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), mas também poderá ser adquirida na versão em papel em livrarias.

Atualmente, existem 33 unidades estaduais, num total de 450 mil hectares de florestas, que abrangem restingas, manguezais e praias. As unidades de conservação federais protegem outros 950 mil hectares. Somadas às unidades municipais, que somam 100 mil hectares, o estado conta com 34% do seu território sob proteção.

Fonte: SEA

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