Que história é essa de “Segurança Nacional” no caso da Eletronuclear?

Há gente abrindo a boca para dizer bobagem. “Eu acho que há uma articulação contra a Petrobras”, comentou Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás. “Segredos militares estariam por trás da prisão de Othon Pinheiro da Silva. Desta forma há de se questionar qual o papel que a Polícia Federal, sob o mando (e desmando) do juiz Sérgio Moro assume agora. Por que ela invade a área da Segurança Nacional e decide investigar o nosso principal representante (Othon Luiz Pinheiro da Sivla) no campo estratégico da segurança de estado e da energia”?

Que história é essa? Othon Luiz está sebdo acusado de receber propina e ninguém está lhe pedindo para revelar segredos. Essa manifestação do Pinguelli é indevida e inapropiada.

Continuou: “Há um oportunismo em cima dessa corrupção, que é abominável, que tem que ser
condenada, mas esse oporismo não é contra a corrupção, é até o contrário, usa a corrupção para acabar com o patrimônio do povo brasileiro, que é a Petrobras. Vamos lembrar que há pouco tempo foi divulgado, e a presidenta da República assumiu uma posição a respeito, que um governo estrangeiro, um sistema de espionagem, espionava a Petrobras. A Petrobras foi alvo da espionagem
norte-americana e muitas das questões que estão por trás do debate atual em torno da Petrobras são exatamente atender aos interesses norte-americanos no Brasil. Isso é muito estranho. A prisão de Othon Luiz pela Lava Jato compromete a produção de energia nuclear”.

Que história é essa? Quer dizer que se Othon Luiz morrer para tudo?

Do que Othon Luiz sabe que ninguém mais deve saber? Quem são os oportunistas que querem acabar com a Petrobrás?

Um movimento em defesa do almirante Othon, que circula em redes sociais, ficou esquisito e talvez a PF deva perguntar ao Prof. Pinguelli Rosa que segredos o almirante tem que justificariam se ignorar o fato de que de acordo com Dalton Avancini, da Camargo Corrêa, que assinou acordo de delação premiada com o MPF, havia cartel nas contratações de obras da Usina Nuclear Angra 3 e que Othon Luiz Silva foi beneficiário de propinas.

O juiz Sérgio Moro justificou que a prisão do almirante é necessária para esclarecer afirmação do MP de que sua filha, representante da empresa Aratec, abriu uma conta secreta em Luxemburgo.

“Esses documentos, revelados pelo MPF, indicam que Othon Luiz mantém contas secretas no exterior e que podem ter sido utilizadas para recebimento de propina, ocultação e dissimulação do produto do crime, sendo de se destacar que uma delas foi aberta ainda no segundo semestre de 2012”, acrescentou o juiz Sérgio Moro.

Considerando a gravidade das acusações e as informações já conseguidas é muito estranho que Pinguelli Rosa, que dizia se opor ao argumento de que o que era considerado ser de “segurança
nacional” era intocável, esteja, agora, usando o mesmo argumento para que cessem as investigações relativas à Eletronuclear para empurrar para baixo do tapete um desvio que poderia ser da ordem de R$30 milhões do qual teria participado um tipo de “vaca sagrada” que deve ser preservada.

Ernesto Lindgren

CIDADE ONLINE

21/09/2015

 

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