Preço atual do petróleo inviabiliza pré-sal, diz estatal PPSA

Preço atual do petróleo inviabiliza pré-sal, diz estatal PPSA
Preço atual do petróleo inviabiliza pré-sal, diz estatal PPSA

Preço atual do petróleo inviabiliza pré-sal, diz estatal PPSA

Oswaldo Pedrosa, presidente da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), estatal criada para gerir o pré-sal, fez o comentário ao falar sobre o preço de equilíbrio (valor mínimo do barril a partir do qual a produção é economicamente viável) para a reserva petrolífera gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

“Então Libra hoje opera em prejuízo? Não, porque ela ainda não entrou em operação”, afirmou Pedrosa durante palestra no Rio de Janeiro.

Em entrevista a jornalistas, após a sua fala, Pedrosa confirmou o “break even” para o pré-sal de 55 dólares e reiterou que o valor já estava descrito no plano de negócios da Petrobras.

Pedrosa ponderou ainda que existe uma expectativa de recuperação dos preços do petróleo até o fim desta década, dando tempo para a produção em Libra se tornar viável, assim como para outras áreas do pré-sal.

“Hoje os preços estão baixos e há uma tendência de recuperação dos preços de forma mais prolongada, talvez em patamares inferiores do que a gente via anteriormente, mas que até o fim da década, com certeza, não teremos esses preços (atuais) do petróleo.”

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Ele disse ainda que as companhias ainda podem reduzir o chamado “break even” à medida que aumentam seus conhecimentos sobre as áreas petrolíferas.
A Petrobras, que está à frente da maior parte das áreas do pré-sal do Brasil, indicou no início do ano um preço de equilíbrio para a áreas do pré-sal um pouco abaixo da cotação citada por Pedrosa.

A empresa falou em nota que o preço de equilíbrio planejado no momento em que foram aprovados os projetos do pré-sal situava-se a cerca de 45 dólares o barril, incluída a tributação e sem considerar os gastos com infraestrutura de escoamento de gás –ao considerar essas despesas, o valor pode aumentar entre 5 e 7 dólares o barril.

A estatal disse ainda, anteriormente, que o “break even” previsto levava em consideração uma vazão de poços entre 15 e 25 mil barris por dia, e que atualmente alguns poços têm vazão superior a 30 mil barris de óleo por dia, “com efeito positivo na economicidade dos projetos”.

Procurada,  a Petrobras não se manifestou sobre o assunto.

Reuters 

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