Petrobrás superestimou em US$ 45 bi o retorno financeiro de 59 projetos

Petrobrás superestimou em US$ 45 bi o retorno financeiro de 59 projetos
Petrobrás superestimou em US$ 45 bi o retorno financeiro de 59 projetos

Petrobrás superestimou em US$ 45 bi o retorno financeiro de 59 projetos

Petrobrás superestimou em US$ 45 bi o retorno financeiro de 59 projetos

O momento não é fácil para a Petrobrás, e não só de fatores externos se faz hoje a crise na empresa. Ao passo que ainda contabiliza o prejuízo recorde obtido em suas operações no ano passado, a estatal lida agora com novas denúncias: relatórios internos revelam que sua diretoria executiva superestimou em US$ 45 bilhões o retorno financeiro de seus 59 principais projetos de grande porte. Previstos inicialmente para gerar cerca de US$ 109 bilhões, os empreendimentos tiveram mais de 40% de redução nos lucros em 2014 devido a variações negativas nos prazos e custos de operação estabelecidos. Deste total, a maior parte é referente a investimentos em Exploração e Produção, que envolvem 75% dos casos e tiveram suas estimativas reduzidas em US$ 34 bilhões.

Segundo reportagem do Valor, as informações constam em relatórios classificados com grau máximo de sigilo que foram encaminhados aos conselhos de administração e fiscal da companhia na semana passada. Emitida de forma anônima por funcionários, a denúncia afirma que a redução foi causada por fatores “gerenciáveis”, ou seja, que estariam sob controle da empresa e envolveriam projeções feitas de forma otimista. Depois da área de E&P, o setor de Abastecimento foi responsável pela maior parte dos cálculos superestimados, com um total de 11 projetos.

A maré ruim não para por aí. Um parecer da área técnica da Petrobrás, elaborado no último mês de fevereiro, conclui que a estatal precisa do petróleo cotado acima de US$ 90 para conseguir lucrar com o desenvolvimento dos campos da cessão onerosa. De acordo com o documento, a commodity precisaria de folga nessa faixa de preços para que a exploração dos 5 bilhões de barris adquiridos da União em 2010 não resultassem em um retorno negativo à empresa.

A análise indica que esse seria o valor de equilíbrio do barril caso a revisão do contrato de cessão onerosa, prevista desde 2010, não busque aprimorar a viabilidade financeira do projeto. O objetivo seria atualizar o valor dos barris adquiridos por R$ 74,8 bilhões, em medida que pode exigir compensações financeiras tanto à estatal quanto à União. Iniciada este ano, a negociação vem sendo feita pela empresa junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Ministério de Minas e Energia (MME).

Em sua conclusão, o parecer aponta que o buraco é mais embaixo para a rentabilidade dos investimentos. O valor do petróleo na casa dos US$ 36, apontado pela companhia como suficiente para equilibrar a exploração do pré-sal da cessão onerosa, leva em conta apenas os custos para o desenvolvimento de produção. Deve-se somar a esse valor os bônus pagos ao governo federal e os gastos resultantes da exploração.

Petronotícias

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