Petrobras reduz meta de produção e corta investimentos

Petrobras reduz meta de produção e corta investimentos
Petrobras reduz meta de produção e corta investimentos

Petrobras reduz meta de produção e corta investimentos

Mais de US$ 32 bilhões do plano de investimentos  foram cortados do planejamento até 2019

A Petrobrás já havia feito cortes no plano de investimentos após o primeiro anúncio das projeções para o período de 2015 a 2019, mas agora a redução foi mais drástica, de 24,5% nos aportes financeiros e também incluindo uma nova meta de produção para os próximos anos. De 2,8 milhões de barris de petróleo por dia, a previsão para 2019 passou a 2,7 milhões de barris diários, enquanto os aportes passaram de US$ 130,3 bilhões para US$ 98,4 bilhões, cerca de US$ 32 bilhões a menos. As razões para as perspectivas ainda mais negativas, que já vinham fazendo o mercado se retrair, foram a queda no preço do barril, que chegou a menos de US$ 32 essa semana, e a depreciação do real, segundo a estatal.

O novo anúncio vem em linha com o que o presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, afirmou em carta aos funcionários da companhia, deixando claro que haverá poucos novos projetos e que a empresa passa por um momento de contrição. O fato já era notório no segmento há meses e a cadeia de fornecimento de bens e serviços tem sentido o impacto fortemente na pele. Agora, infelizmente, pelo visto sentirá ainda mais. Para se ter ideia, o novo corte nos projetos está avaliado em US$ 21,2 bilhões, que foram classificados como “otimização de portfólio”. Os outros US$ 10,7 bilhões cortados foram em vista do efeito cambial.

A nova divulgação, com a revisão para baixo mais uma vez das perspectivas, faz lembrar uma frase pronunciada pela ex-presidente da estatal Graça Foster, logo na primeira divulgação de um plano de investimentos sob sua gestão: “Historicamente, a Petrobrás não cumpre suas metas de produção. (…) Uma de nossas conclusões é que nosso plano esteja sendo trabalhado em metas ousadas, que se mostraram metas não-realistas ano após ano”. O fato, afirmado taxativamente e demonstrado por meio de gráficos no ano de 2012, continua pairando como uma triste sombra sobre a maior empresa do Brasil, que conseguiu ao menos um leve suspiro neste quadro no ano passado, já que a empresa afirma ter superado sua meta de produção para 2015 em 0,15%, quando conseguiu fechar o ano com uma média de 2,128 milhões de barris por dia extraídos, ante uma estimava de 2,125 milhões de barris por dia.

“Este resultado representa o recorde anual histórico de produção de óleo da companhia, superando o recorde alcançado em 2014”, comemorou a empresa em comunicado.

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Ainda assim, a área de exploração e produção será uma das mais afetadas com os novos cortes. Seu orçamento para o período passou de US$ 108,6 bilhões para US$ 80 bilhões, com uma redução de US$ 28,6 bilhões. A projeção da produção para 2016 passou de 2,185 milhões de barris por dia para 2,145 milhões de barris diários, com um crescimento mínimo em relação ao resultado de 2015, com variação positiva de apenas 0,79%.

A área de abastecimento teve um corte de US$ 1,9 bilhão, de US$ 12,8 bilhões para US$ 10,9 bilhões, sendo que a maioria dos projetos de refino já está parada, com a exceção da previsão de retomada da UPGN do Comperj para este ano. Já a área de gás e energia teve uma redução de US$ 900 milhões, passando de US$ 6,3 bilhões para US$ 5,4 bilhões, enquanto as demais áreas, que incluem engenharia, corporativa e compliance, passaram de US$ 2,6 bilhões para US$ 2,1 bilhões, com corte de US$ 500 milhões.

As projeções do preço do barril brent e da cotação do dólar para 2016 também sofreram variações em relação às perspectivas anteriores, passando de US$ 55 para US$ 46 o barril (está em cerca de US$ 31,5 nesta terça-feira) e de R$ 3,80 para R$ 4,06 o valor do dólar (está em cerca de R$ 4,05 nesta terça).

O plano de desinvestimentos, apesar de só ter angariado US$ 700 milhões em 2015, continua tendo como meta a soma de US$ 15,1 bilhões em vendas de ativos até o fim de 2016. Já os gastos operacionais gerenciáveis, que estavam estimados em US$ 21 bilhões para este ano, ainda estão passando por revisão, na tentativa de haver uma nova redução.

Petronotícas

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