Petrobras instala sétimo sistema de produção no pré-sal da Bacia de Santos

Petrobras instala sétimo sistema de produção no pré-sal da Bacia de Santos
Petrobras instala sétimo sistema de produção no pré-sal da Bacia de Santos

Petrobras instala sétimo sistema de produção no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras deu início em fevereiro à operação na área de Lula Alto, no campo de Lula, do sétimo grande sistema definitivo de produção do pré-sal da Bacia de Santos. A produção está sendo processada pelo navio-plataforma (FPSO) Cidade de Maricá, cuja capacidade é de produzir, diariamente, até 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás. A unidade vai produzir, armazenar e transferir petróleo ancorada a uma profundidade de 2.120 metros e a cerca de 270 quilômetros da costa. Com mais este sistema de produção, a camada pré-sal contida nas Bacias de Santos e de Campos já responde por 35% da produção brasileira de petróleo. Entre as empresas com atividades no pré-sal brasileiro, apenas aquelas integrantes de consórcios liderados pela Petrobras têm participação nesta produção.

A consolidação da Bacia de Santos, que responde por 70% da produção da camada pré-sal, vem se dando há pouco mais de cinco anos, com uma média de lançamento de uma grande plataforma a cada nove meses. A performance da produção tem se mostrado dentre as melhores em termos mundiais, sendo que os quatro primeiros sistemas de produção, instalados entre 2010 e 2014, permanecem produzindo praticamente a plena capacidade (475 mil barris diários de petróleo, com apenas 19 poços produtores) e as três mais recentes, que estão em fase de crescimento da produção, também apresentam o mesmo alto desempenho com relação aos poços já em operação (205 mil barris diários de petróleo com apenas sete poços produtores).

O primeiro desses grandes sistemas a entrar em produção foi o Piloto de Lula em outubro de 2010 (FPSO Cidade de Angra dos Reis). Na sequência foram implantados o Piloto de Sapinhoá em janeiro de 2013 (FPSO Cidade de São Paulo), o Piloto de Lula Nordeste em junho de 2013 (FPSO Cidade de Paraty), o Lula/Iracema Sul em outubro de 2014 (FPSO Cidade de Mangaratiba), o Sapinhoá Norte em novembro de 2014 (FPSO Cidade de Ilhabela), o Lula/Iracema Norte em julho de 2015 (FPSO Cidade de Itaguaí) e o Lula Alto em fevereiro de 2016 (FPSO Cidade de Maricá).
Ainda em 2016, entrarão em operação mais dois grandes sistemas definitivos de produção, o projeto Lula Central (FPSO Cidade de Saquarema) e o projeto Lapa (FPSO Cidade de Caraguatatuba).

Essa significativa evolução na concepção e construção de poços, sistemas submarinos e plataformas tem sido acompanhada de um grande esforço na implantação de uma complexa infraestrutura de escoamento e processamento de gás.

Desta forma, dando continuidade à expansão da capacidade produtiva da Bacia de Santos, na última sexta-feira (12), a Petrobras iniciou a operação da segunda rota de escoamento de gás natural produzido no pré-sal desta bacia, através de um gasoduto denominado Rota 2. Com 401 quilômetros de extensão, o Rota 2 é o gasoduto submarino de maior extensão em operação no Brasil e possui capacidade para escoar diariamente 13 milhões de metros cúbicos de gás, interligando os sistemas de produção do pré-sal da Bacia de Santos com o Terminal de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, no Rio de Janeiro, o qual teve sua capacidade de processamento ampliada para 28,4 milhões de metros cúbicos por dia, de forma a receber o gás proveniente do pré-sal da Bacia de Santos e, também, da Bacia de Campos.

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O gasoduto Rota 2 se interligará ao gasoduto Rota 1, em operação desde 2011, e com capacidade de escoamento de outros 10 milhões de metros cúbicos diários. Com 359 quilômetros de extensão e trechos de 18 e 34 polegadas de diâmetro, o Rota 1 é composto por dois trechos: o trecho Lula-Plataforma de Mexilhão e o trecho que liga a Plataforma de Mexilhão até a Unidade de Tratamento de Gás (UTGCA) Monteiro Lobato, instalada em Caraguatatuba, São Paulo, a qual teve a sua capacidade de processamento adequada, em 2014, para receber diariamente até 10 milhões de metros cúbicos de gás produzido no pré-sal da Bacia de Santos.

Com este novo gasoduto, a capacidade total instalada de escoamento de gás natural do pré-sal da Bacia de Santos alcança o patamar de 23 milhões de metros cúbicos diários, o que assegurará o crescimento da produção de petróleo e a ampliação do suprimento de gás nacional ao mercado brasileiro, contribuindo de forma decisiva para consolidação da estratégia da Petrobras de aumentar a participação do gás natural nos seus negócios.

As áreas de Lula Alto e de Lula Central, além dos gasodutos Lula Nordeste-Cernambi e Lula/Plataforma de Mexilhão, são de propriedade do Consórcio BM-S-11, operados pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda – companhia subsidiária da Royal Dutch Shell plc (25%) e Petrogal Brasil S.A. (10%).

Os campos de Sapinhoá e de Lapa estão localizados na concessão BM-S-9, operada pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda – companhia subsidiária da Royal Dutc.

Agência Brasil

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