Petrobrás corta exigências para pequenas contratações e reduz burocracia

Petrobrás corta exigências para pequenas contratações e reduz burocracia
Petrobrás corta exigências para pequenas contratações e reduz burocracia

Petrobrás corta exigências para pequenas contratações e reduz burocracia

A Petrobrás deu um passo que pode dar muita agilidade às pequenas contratações daqui em diante. A partir de um programa chamado Simplifica Petrobrás, a estatal começou a rever os trâmites internos para aquisições de bens e serviços de valores pequenos, com o intuito de reduzir a burocracia e reduzir a demanda da diretoria para decisões menos impactantes para a companhia.

A partir das mudanças, os gerentes e gestores vão ter mais autonomia para assinarem contratações em todas as áreas, sem a necessidade de uma segunda assinatura, para valores até R$ 4 mil, sendo que na área operacional o ganho de agilidade será ainda maior, já que permitirá esse mesmo mecanismo para contratações de até R$ 160 mil em contratos em que o sistema de compras Petronect aponta de forma automatizada, em rodízio, os fornecedores cadastrados no CRCC para aquela aquisição, sem interferência direta do gestor.

Os cálculos da estatal apontam para uma redução de mais de 50% no número de assinaturas demandadas da diretoria – uma soma de até 200 mil por ano. A se confirmar esse número, seriam mais de 547 assinaturas por dia, contando inclusive fins de semana, feriados, natal e réveillon.

O projeto surgiu na diretoria de Estratégia, liderada por Nelson Silva – ex-presidente da BG Brasil –, que já vem tendo seu nome cotado para substituir Murilo Ferreira no comando da Vale. Um dos destaques do plano foi o reajuste pela inflação dos valores máximos para que as gerências contratem bens e serviços diretamente, o que não acontecia há 11 anos.

Uma preocupação que foi aventada foi o relaxamento com as regras de conformidade e compliance, que se tornaram mais relevantes dentro da Petrobrás após a Lava Jato, mas os negócios na faixa de contratações até R$ 160 mil, apesar de responderam por 83% do volume de contratos, não chegam a superar 1% dos gastos da estatal com estes fins, de modo que a diretoria de governança, comandada por João Elek, aprovou o programa.Petronotícias
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