Pescadores tentam limpar algas da Enseada das Palmeiras

(15 de Agosto de 2014) Munidos de equipamentos inadequados e muita boa vontade os pescadores da Colônia Z-4 de Cabo Frio encaram o esgoto e tentam limpar a lagoa.

Roberto Brum dos Santos Presidente do Conselho Fiscal da Colônia explicou que a categoria resolveu fazer a limpeza da orla para tentar minimizar o desequilíbrio que as algas causam na lagoa.

RobertoBrumZ 4“Estamos no período do defeso, quando o pescador não pode pescar justamente para proteger a pesca na lagoa. E com as algas proliferando, o que vai acontecer? Vai haver uma mortandade de peixes como já aconteceu antes. Por esse motivo os pescadores procuraram a Colônia e então fomos à secretaria de Meio Ambiente, que intercedeu fazendo o shopping pagar a limpeza”, explicou.
Roberto não quis falar sobre as causas do problema: “sinceramente o pescador não sabe não. A gente não vai se envolver”, esquivou-se.

Segundo ele, a situação da lagoa é caótica, lembrando que a classe já fez outras manifestações antes sem resultados práticos. “Eu queria que os gestores públicos escutassem os pescadores. A gente vive da lagoa, e estamos vendo que a poluição está prejudicando o nosso sustento. Agora, quem está poluindo, a gente não sabe, mas o poder público, com certeza, sabe. O que adianta multar? E o pescador?”.

O pescador garantiu que essa é apenas uma primeira ação, para impedir que aconteça nova mortandade de peixes na lagoa. “Vamos dar o exemplo. O pescador tem que mostrar que está capacitado, que a sociedade pesqueira está unida para se prevenir e preservar o pescado”, finalizou.

 

 

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