Pedro Corrêa salvou os filhos. O PT que se cuide

Pedro vai cobrar caro pelos 20 anos e 7 meses de cadeia. Lula anda falando grosso, fazendo pouco caso da pressão em cima dos seus. Não se sabe se, na verdade, não estaria se preparando para se candidatar se o TSE explodir a dupla Dilma-Temer. Nessa altura é válido perguntar se alguém compraria dele um carro usado.
Dilma também está desafiando afirmando que vai manter os programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, mesmo diante de um rombo de 118 bilhões para este ano.

O País está mal servido, a caminho de uma implosão.

Aécio Neves e os 54 deputados do PSDD mais os 21 do DEM estão no muro: não assinaram a representação contra Eduardo Cunha formulada por Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. Talvez haja razão para isso, uma vez que no Conselho de Ética PSDB e DEM só tendo um titular cada e um suplente, do total de 21 titulares. Caso a representação seja aceita e uma proposta de cassação do mandato de Cunha vingue, talvez a moção não passe porque são necessários 257 votos para ser aprovada. Os 75 deputados do PSDB e DEM se abstendo bastariam 182 votos contra a cassação para frustrar a intenção de Bicudo e Reale.

É curioso esse ressurgimento de Hélio Bicudo no cenário já que em 2005 abandonou o PT por “razões pessoais”, que ficaria parecido com a posição de Sobral Pinto vis-à-vis o golpe de 1964. Sobral só entendeu o que os militares pretendiam depois da promulgação do Ato Institucional No 5 em 13/12/1968. O raciocínio do “Senhor Justiça” foi um tanto lento para perceber que os Atos 1, 2, 3 e 4 só poderiam dar naquilo. Poder-se-ia dizer que Sobral Pinto está para o golpe de 64 assim como Hélio Bicudo está para a fundação do PT em 1985: ambos teriam desistido por não terem sido contemplados com cargos que premiariam os papéis que desempenharam: o de Ministro da Justiça, por exemplo. Ambos foram esquecidos e Hélio volta para se vingar.

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Mesmo escapando da cassação na Câmara, Eduardo Cunha tem tudo para perder, mas está apostando que a bagunça que pode promover será capaz de livrá-lo de ser condenado pelo STF, cassado e cair na mão do juiz Sérgio Moro. Ou, escapando da cassação na Câmara, viverá um inferno como presidente durante os três meses até nova eleição caso o TSE impugne as eleições de Dilma e Temer. Depois disso, teria que contar com a boa vontade de Aécio/Um Boneco ou Lula/Outro Boneco, os prováveis candidatos numa nova eleição.

Observando o cenário vê-se Aécio Neves usando Eduardo Cunha como um lança-chamas capaz de colocar fogo no circo. A ele não interessa o simples impeachment de Dilma no Senado após uma longa discussão na Câmara. Iria continuar com a lengalenga de que Temer também foi eleito com dinheiro sujo do PT. O caminho pelo TSE é mais curto e rápido. Quer ser presidente e ponto. PSDB e DEM não estão dispostos a aceitar a sugestão de FHC que relembrou ter convocado a todos para resolver a crise em 1996.

Aécio & Cia. não tem um programa de governo para resolver a crise econômica e a resolução dos conflitos na crise política deixam o País à mercê dos mesmo protagonistas que criaram a crise. Dessa maneira, o País está mal servido.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
29/10/2015

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