Para Eduardo Cunha o fim justificaria os meios

Está conseguindo o que quer: aumentar as despesas do governo. Seria a favor de um ambiente de “terra arrasada” e hoje, 05/08, o vice Michel Temer fez um apelo para que isso seja evitado.

A foto que acompanha este artigo foi tirada em 01/05. Naquela ocasião Cunha já sabia que seu nome estava na lista de políticos enviada para o STF, que estariam envolvidos na Operação Lava Jato. Ainda não havia rompido com o governo, o que só veio acontecer em 14/07, fazendo todo tipo de ameaças. Observando-a várias perguntas poderiam ser feitas.

Quando Aécio Neves baixou os braços, virou-se e se viu cara a cara com Eduardo Cunha, o que lhe teria dito?

1) O que está fazendo aqui?
2) Avisou o Michel Temer que viria?
3) Quer deixar o PMDB e filiar-se ao PSDB? Nesse caso, quer que eu ajude a provar que no PMDB houve mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou de que você sofreu grave discriminação pessoal?
4) Toma vergonha na cara e suma daqui.

Por outro lado, Eduardo Cunha teria dito à Aécio:
1) Tô contigo e não abro.
2) O Janot quer me ferrar e vou ferrar o governo.
3) A Dilma vai mandar MPs para a Câmara tratando do ajuste fiscal. Vou criar uma quizumba durante o recesso em julho.
4) Vou examinar os pedidos de impedimento da Dilma. Vou escolher um e forçar a rejeição das contas da Dilma. Em troca, você vai ter que me garantir o indulto caso eu seja condenado no Supremo.

Aécio Neves teria refletido sobre os comentários e dito, “Quem tem amigo como você não precisa de inimigos”.

Passaram-se três meses desde que a foto que ilustra este artigo foi tirada, e o deputado Eduardo Cunha tem conduzido a votação de projetos que agravam, gradativamente, a crise econômica que está travando o País.

O deputado não é maquiavélico. Segue o conselho de Howard Hughes: quando se tem um inimigo, aproxime-se e crie-lhe um problema.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
05/08/2015

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