OPINIÃO > MATEUS MARINHO: Fluminense vence o anti-jogo

Os quase 7 mil presentes no Maracanã ontem voltaram pra casa satisfeitos. Não pela vitória, pois essa já era esperada. Mas pela forma como a vitória se deu. O fraco time do Nacional de Potosí não ofereceu perigo ao gol de Julio Cesar, e até por isso, o Flu sofreu mais do que deveria. Mas o que o time boliviano fez no jogo de ontem foi ridículo. Aquilo foi tudo, menos futebol.

O anti-jogo deveria ser punido de alguma forma. Uma coisa é você não querer jogar. O time é seu, você decide se quer jogar ou não. Mas outra coisa é você não deixar o adversário jogar. Impedir que o espetáculo aconteça. Você pode muito bem ficar tocando a bola de um lado para o outro, fazendo o tempo passar. Dar chutão, jogar a bola no mato, até porque o jogo é de campeonato. Mas distribuir pontapé e agredir o adversário não dá. E o pior de tudo é o “árbitro” ser conivente com isso (repare nas aspas, entendedores entenderão).

Esse comportamento só aumentou a vontade dos jogadores do Fluminense, que vieram pro
segundo tempo com “sangue nos olhos”. Por isso os 3 x 0 foram pouco. Até que no fim das
contas o anti-jogo foi punido, mas pelos deuses do futebol, e não pelo regulamento dos
homens. Só seria perfeito se aquela bicicleta maravilhosa do Pablo Dyego entrasse. Agora é respirar fundo e subir a serra, afinal, 4 mil metros não são pra qualquer um. Mas se o Flu jogar na bola, leva essa.

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