Opções de título

“Câmara cria 14 mil cargos comissionados”. “Vamos começar com uma pauta bomba”. “Primeiro vou cuidar dos meus”. “Rombo no rombo”. “Nomeei porque disseram besteiras”.

A “pauta bomba” foi a aprovação do aumento dos servidores públicos federais. “Os meus são os amigões no Executivo e no Judiciário”. “Rombo no rombo” é o custo adicional de 50 bilhões no déficit público até 2019. Nomeou para o ministério Jucá e Fabiano.

Essa história do aumento está má contada. O rombo previsto para 2016 eram 170,5 bilhões, mas Temer argumenta que o rombo de 50 bilhões até 2019 está incluído naquele déficit. Não faz sentido.

Não adianta rejeitar a proposta de inclusão dos comentários de Jucá e Luciano na defesa de Dilma. O Brasil inteiro ouviu e estará na cabeça dos senadores no momento de votar. Cardozo vai martelar nos comentários, principalmente os de Jucá que, curiosamente, desapareceu do cenário.

As lambanças que ocorreram nos primeiros 20 dias de governo Temer foram previstas, não nos seus conteúdos, mas nas suas probabilidades de ocorrência.

Mudaram os atores, mas o ambiente é o mesmo e, principalmente, os agravamentos das crises política e econômica. Afinal, apenas aconteceu uma mudança de lado: a base política do governo Dilma afastou-se do PT e juntou-se ao PMDB, acrescida da malandragem do PSDB sempre à espreita de uma “boquinha”.

Temer anunciou a redução de quatro mil cargos comissionados até o final de 2017, mas na “pauta bomba” dos aumentos para o Executivo e Judiciário, incluiu a criação de 14 mil outros.

O que mudou? Até agora, nada. Continuamos indo ladeira abaixo.

Luz no fim do tùnel? Que túnel?

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
02/06/2016

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