O que é que ele quer de nós?

Eduardo Cunha deu uma entrevista num hotel em Brasília e, já no quinto minuto, veio a pergunta: o que é que ele quer de nós? Está muito claro que as coisas que disse devem ser ditas na Câmara de Deputados ou no STF.

Nós, brasileiros ouvintes, nada podemos fazer. A suposta defesa que apresenta poderia resultar em quê? Que o povo saia às ruas para protestar em seu favor? Ir para a porta do STF com placas dizendo “Exigimos justiça para Cunha?

Só faltou dizer, “Depois de Lula não há ninguém mais honesto do que eu”. Poderíamos  cantar “parabens pra você” e dá-lhe uma cesta básica de presente.  

A transmissão foi interrompida pelas redes de TV que estavam transmitindo a entrevista e o restante pode  ser acompanhada na Internet. Cunha continuou a reclamar e insistiu em acentuar, “Há nítido cerceamento de defesa”.

E daí, Cunha? O que é que você quer de nós? Não podemos fazer nada.

Cunha chama de “ridícula” a acusação que o PGR faz contra ele. Ridículo seria o que está fazendo.

Que essa seja a última entrevista de Cunha.

Informou que entrou com HC no Supremo. Tudo bem, mas cuide de sua vida e nos deixe em paz.

Ao que parece Cunha atribui a si uma importância que não tem nem nuca teve.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
21/06/2016

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