O manto podre do Estado (Ed. 08/07)

Palocci e Cunha querem estourar a boca do balão. Geddel chora. Aécio: Joesley não confirma empréstimo. Lula defende o indefensãvel. Para ele o povo é idiota. Temer se afogando e Maia é o próximo a ser malhado.

Embaixo do manto, segue conjunto de indivíduos que se sentem Brasil, infectado, agoniado, esperando a solução que não virá. Lulapetistas & Cia. não gostam de ler isso, mas o que esperar depois de se eleger um presidente semi-analfabeto, que provou o que seria um vigarista mais repugnante do que um canalha que rouba o biscoito de uma criança? Um desprezível covarde que atribui à esposa falecida a responsabilidade pelos crimes que cometeram juntos?

Comentou Fernanda Torres, num artigo publicado no jornal de São Paulo, que sua mãe lhe disse que o Rio estava como que coberta por uma mortalha. Está, parcialmente, correta. A mortalha cobre o País por inteiro.

Não há repartição pública, em todos os níveis, em que o doentio hábito de subornar, de corromper, não se manifeste. Vai do suborno do vigia de um estacionamento ao presidente da República para quem “a mala diz tudo”, no dizer do PGR sobre o espetáculo deprimente de um assessor, fugindo assustado de um restaurante carregando uma mala recheada com 500 mil reais. Não há diferença entre aquele ato e a canalhice do funcionário público que aceita cinco reais para reservar uma vaga num estacionamento.

O manto podre do Estado é repulsivo, desprezível, que infeccionará a vida nacional para sempre.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
02/07/2017

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