O maior embuste na História do Brasil

“O Brasil tem que encontrar novos caminhos”, declarou o Ministro da Fazenda Joaquim Levy numa entrevista concedida à jornalista Miriam Leitão em 22 ou 23/07. Passados sete meses desde que assumiu o ministério soou como se sentem 200 milhões de brasileiros, perplexos diante da crise. É como estivéssemos num barco onde se descobriu um buraco. O barco está afundando e todos exclamam, “Precisamos fazer alguma coisa”. Os passageiros se voltam para quem está no comando e ele aconselha, “Vocês devem fazer alguma coisa”.

Passados os sete primeiros meses do segundo mandato da presidenta o que o País descobre é que está numa situação do tipo “Salve-se quem puder”. Não há comando, as decisões adotadas parecem aleatórias, o governo se negando a admitir que o buraco no barco resultou de decisões equivocadas e, principalmente, demagógicas, adotadas pelos doze anos e sete meses de governos do PT.

Tendo se preocupado em alardear que seus programas sociais teriam tirado da miséria 44 milhões de brasileiros, recusa-se admitir que em meros sete meses teriam retornado à mesma condição. A cada mês mais de 100 mil brasileiros perdem seus empregos não havendo noção de quando poderão recuperá-los. O governo exime-se da responsabilidade de propor alguma solução factível. Compete aos 200 milhões de brasileiros encontrá-las.

Essa situação sintetiza o maior embuste na História do Brasil: os doze anos e sete meses de governos do PT.
“Recessão e corrupção: a podridão crescente no Brasil” é o título do editorial no Financial Times, Londres. “Incompetência, arrogância e corrupção quebraram a magia do país”, destacou. Faltaram perversão e sordidez para completar a qualificação.

Há quem afirme que durante os governos de FHC roubaram mais do que nos governos do PT. Assuma-se que seja verdade. Mas nenhum
governo, desde a Proclamação da República, devastou o País como os governos do PT devastaram.

O anúncio feito pelo governo, em 22/07, demonstra o descalabro: neste ano de 2015 o chamado superávit primário será de 0,15% do PIB (Produto Interno bruto) para pagar os juros da dívida interna: 15 centavos de cada 100 reais.

Esse tipo de desastre jamais aconteceu na História do Brasil, desde a Proclamação da República.
Deve-se retornar a 1º de janeiro de 2003: um bando de aloprados teria se apossado do governo federal e iniciado uma sistemática drenagem do Tesouro através o desvio de recursos de programas sociais, começando pelo programa Fome Zero, acompanhado, de perto pelo consagrado corrupto José Dirceu, então Ministro chefe da Casa Civil.
Lula e toda sua corja mereceriam o quê?
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
24/07/2015

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