O jeito imbecil de exercer o direito de protestar

Nas testas dos alunos que ocupam escolas, impedindo que nelas se realizem as provas do ENEM deveria ser gravado “SOU IMBECIL”. Futuramente alguns deles serão candidatos a cargos eletivos e a gravação permitiria que os eleitores tomassem conhecimento antecipado dos carateres dos candidatos. É óbvio que ninguém irá votar num imbecil.

R$12 milhões é o custo para realizar uma segunda prova do ENEM para os 240 mil que não as farão nos dias 03 e 04/12. Isso dá R$34,29 por aluno ou 480 mil prestações de R$25 na compra de casa do programa Minha Casa-Minha Vida.

Esses que são exemplos incontestáveis e incomparáveis de imbecilidade se recusam a perceber que o protesto orientado contra a PEC241 é inócuo. Inócuo porque esses imbecis não percebem que no regime democrático são representados pelos deputados que já aprovaram a PEC. Como são eleitores o que estão a provar é que elegeram imbecis para representá-los. Ou seja, comprovam que um imbecil elege outro imbecil.

Com as ocupações aumentou o nível de ansiedade dos mais de oito milhões de alunos que farão a prova. Disso se infere que quando imbecis usam o direito de protestar, no contexto do Estado de Direito, o resultado sempre é uma imbecilidade.

Nesse estado impera o paradoxo “É PROIBIBO PROIBIR”, do que se segue ser impossível proibir o exercício imbecil dos direitos individuais. Por essa razão os imbecis permanecerão ocupando as escolas, ninguém irá tocá-los, mas para o resto de suas vidas saberão quem são quando, ao se olharem num espelho, lerem a gravação na testa, “SOU IMBECIL”.

O desenvolvimento tecnológico poderia proporcionar um modo de emitir a mensagem “SOU IMPECIL” quando a gravação não for feita. A sociedade agradeceria, ficando informada de que há nela gente com enorme potencial de se comportar como um imbecil.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
04/11/2016

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