O “dois em um”: a caminho do ostracismo

Hipótese: Dilma cai, o processo de impeachment de Temer vai ao Senado, Cunha assume a presidência da República, mantendo a da Câmara. Um ditadorzinho.

Eduardo Cunha armou e caiu na própria arapuca: um ministro do STF obrigou-o a dar continuidade a um pedido de impeachment contra o vice Michel Temer. Irá recorrer, mas possivelmente a decisão será mantida pelo plenário do Supremo. Caso desobedeça responderá perante o STF por crime de responsabilidade.

Cunha estaria a caminho do ostracismo. Seria lembrado como um dos mais sórdidos políticos no período da mais grave crise política, econômica, administrativa e social da história do País.

O câncer a ser debelado envolve, particularmente, o PT e o PMDB e não há como reverter a sucessão de condenações de corruptos, ativos e passíveis. Alguns escaparão, o que seria inevitável. De qualquer forma, o nó Górdio que Cunha criou estaria sendo cortado com o obrigatório seguimento do impeachment de Temer.

Demonstra que ninguém está acima da lei.

O País vai mudar. Afundou, chegou ao fundo, continuou a cavar, mas para tudo há um limite.
É possível que Lula sofra as consequências. Também não é intocável, como Cunha teria imaginado ser.

É possível, senão provável, que os pedidos de impeachment de Dilma e Temer sejam rejeitados no Senado, mas Lula e Cunha, e seus aliados, deverão se afastar, possivelmente julgados, condenados e presos.

O segundo governo Dilma deverá ser mantido, 2018 marcando o fim do controle político do PT. O Brasil renascerá.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
06/04/2016

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