O assustador Brasil de Lula (Ed 24/12)

Que não se axexa de continuar a sugerir soluções espúrias e estapafúrdias, que ainda se considera o “salvador da pátria” incapaz de admitir sua participação na tragédia que se abateu sobre o País. Talvez haja quem ainda o admire. Talvez haja quem considere uma injustiça a implacável busca de provas de sua responsabilidade dos crimes dos quais é acusado. Mas estes, que levem em conta que, se no final, se comprovar o que afirma ser, “o homem mais honesto do mundo”, que lhe seja oferecido descanso, após sua morte, numa pirâmide que seria construída no centro de gravidade do território nacional onde seriam guardados os presentes que, “por engano ou descuido” foram subtraídos da coleção que recebeu nos países que visitou, representando o País. Que lá se guarde cópia da documentação sobre as dezenas de operações policiais que investigaram e confirmaram o desvio de dinheiro público.

De uma realidade não escapamos: é assustadora a diferença entre o Brasil que Lula nos prometeu em 01/01/2003 durante seu emocional pronunciamento quando destacou que “Fui criticado por não ter um diploma de curso superior, mas agora recebi o diploma de Presidente da República”, e o Brasil que sua subordinada, Dilma Rousseff, nos passou em agosto passado.

É inegável não haver possibilidade de se dar continuidade às dezenas de ações que promoveu: o programa “Fome Zero”, os programas de distribuição de renda que, alegadamente, tiraram anunciados 44 milhões de brasileiros de uma deplorável condição de vida, com renda abaixo do da linha da pobreza, o programa de acesso à casa própria “Sua Casa Sua Vida”, do qual ninguém mais se importa em falar. Houve uma gastança de trilhões e reais em projetos, hoje parados, verdadeiros “elefantes brancos”, que não se sabe se teremos condições de terminar.

O Brasil de Lula, passados apenas 14 anos, é assustador. As administrações de milhares de municípios, dezenas de estados e a própria União estão em precaríssimas condições, política, econômica e administrativa. O País não mais é “emergente”. Submergiu.

Devemos considerar a intolerável, inaceitável situação do trabalhador que perdeu seu emprego e não consegue imaginar o momento em que sua situação se reverterá. Ele não raciocina em termos de “prováveis investidores”: ele almeja a reversão “aqui e agora”. Não se conforma e não aceita o despontamento, o sentimento de frustração quando passa em frente à sua loja, seu pequeno negócio onde investiu dez, quinze, vinte anos, e mais, de dedicação total, 24 horas por dia, sete dias por semana, 52 semanas, por anos, mas agora fechada: não há demanda para o serviço ou bens que oferece e não dispõe de recursos para reiniciá-lo. Não pode se dar ao luxo de esperar a chegada do “segundo trimestre de 2017 quando o Brasil voltará a crescer”, como anunciam governantes, no município, no estado, na administração federal. Até lá, se decidir se conformar morrerá de fome e sede. As “sólidas bases em que se sustentam os pilares da economia nacional” são insuficientes para a manutenção e continuação da vida.

Aos que consideram tal condição como aceitável, que observam o atual “Brasil de Lula”, parabéns.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
23/12/2016

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