Marielle Franco será homenageada com a Medalha Tiradentes

Fim de semana foi repleto de homenagens no Brasil e no mundo

A vereadora Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março no Rio de Janeiro

Mateus Marinho

A morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, despertou uma onda de protestos e homenagens em várias cidades do Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. A
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai conceder a Medalha Tiradentes post mortem para Marielle. A medalha é considerada a maior honraria do parlamento fluminense.

O projeto de resolução 612/18 é de autoria do deputado Marcelo Freixo, do PSOL,
mesmo partido que Marielle fazia parte, e será promulgado e publicado no Diário Oficial nos
próximos dias. O deputado Marcelo Freixo diz que a homenagem é para Marielle e também para as causas pelas quais ela lutava.

“É muito estranho o sentimento porque talvez esse seja o projeto mais importante e mais triste que já defendi. Na verdade, eu não queria precisar apresentá-lo porque eu queria ter a Marielle do meu lado”, disse Freixo.

A morte de Marielle Franco repercutiu no Brasil e no exterior. Tanto que no último sábado (14), data que marcou um mês da morte da parlamentar, houve um movimento chamado “Amanhecer por Marielle e Anderson”, no qual grupos se reuniram em diversos pontos do Brasil e do mundo colorindo praças e conversando com as pessoas.

No Brasil os encontros aconteceram em vários pontos do município do Rio, além de outras cidades do estado como Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis e Saquarema. Em São Paulo ocorreu um movimento no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. No Paraná, o ato foi em Ponta Grossa. Também foram feitas homenagens fora do país, em cidade como Buenos Aires, na Argentina, Budapeste, na Hungria, Lisboa, em Portugal e Gotemburgo, na Suécia.

No fim da tarde de sábado foi realizada uma marcha no Rio em memória à vereadora e ao motorista, saindo da Lapa com destino ao Estácio, onde os dois foram assassinados. Os manifestantes também fizeram um sarau de luta com o tema “Eu sou porque NÓS somos”, em memória à vereadora. O evento foi no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré
(CEASM), localidade onde Marielle foi criada.

Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no último dia 14 de março, no bairro Estácio, no Rio. A vereadora tinha acabado de sair do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Lapa. O carro onde eles estavam foi alvejado por 9 tiros, dos 13 que foram disparados. Marielle foi eleita vereadora com mais de 46 mil votos em 2016.

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