Manifestação pede paralisação das obras do Costa Peró

(20 de Novembro de 2013)

A construção de mega projeto imobiliário, que tem promessa de instalação de um Club Med, mobiliza população, entidades, estudantes e ambientalistas de Cabo Frio e Búzios numa alegre concentração na Praça Porto Rocha.

Aconteceu nesta quinta-feira, dia 21, na Praça Porto Rocha, centro de Cabo frio, mais uma manifestação a favor da preservação das dunas do Peró e a inclusão da área no Parque Estadual da Costa do Sol. A movimentação começou ao meio dia seguindo por toda a tarde, culminado com rápida passeata até o prédio da Câmara de Vereadores.

Os manifestantes usaram a cor branca numa alusão às dunas, trouxeram muitas faixas, distribuíram fitinhas brancas. O objetivo foi Informar a população sobre as características da área e sua degradação iminente com a implantação do projeto Costa Peró. No local, também foi possível assinar o abaixo-assinado, que já tem mais de 3.000 adesões, pedindo a preservação da área e sua inclusão no Parque Estadual da Costa do Sol.

Vamos Salvar o Peró da Especulação Imobiliária

O movimento começou em setembro com a formação de um grupo no Facebook (Vamos Salvar o Peró da Especulação Imobiliária) e rapidamente ganhou adeptos. Com mais de 1.800 membros, o grupo passou a defender a preservação da área e a questionar, online, a emissão das licenças concedidas pelo Estado e pela Prefeitura para sua a ocupação. A página do Movimento apresenta farto material fotográfico e documental sobre o ecossistema local, formado por dunas e alagados, e todo o processo desencadeado para sua ocupação.

Desde sua formação, várias manifestações já aconteceram e o grupo ganhou apoios importantes, com o engajamento de pesquisadores renomados, como a doutora em Geologia da UFRJ, Katia Mansur, que trouxe uma turma de 60 alunos para uma aula aberta de geologia no local. Também o botânico Cyl Farney Catarino de Sá, doutor em Ecologia e pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o geocientista Guilherme Fernandez, da UFF, passaram a subsidiar os ativistas com estudos científicos e informações sobre as características do ecossistema local.

A OAB/ Cabo Frio e a Associação Comercial de Búzios passaram a ceder seus auditórios para as reuniões. A Comissão de Direitos Ambientais da OAB protocolou ofícios aos secretários de Meio Ambiente, Obras Públicas e ao procurador geral de Cabo Frio, solicitando cópias integrais do embargo às obras, anunciado pelo prefeito no início de setembro. Também solicitou ao MPF e IBAMA a adoção de medidas judiciais, ou administrativas, cabíveis ao caso.

da Redação

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