Lula se recusa a entender a gravidade do seu problema (Editado 27/01)

DANOU-SE BICHINHO! Quanto mais nega, explica, justifica e reclama mais se estrepa. “Não há no mundo viva alma mais honesta do que Lula” e “Não há no mundo governos mais corruptos do que os do PT” seriam dois diplomas que Lula receberia em sessão especial na ONU, com a presença de todos os chefes de governos dos países membros. Seguir-se-ia um desfile na 5ª. Avenida em Nova Iorque com direito a chuvas de confete e estrume.

Em se confirmando sua declaração “Não tem uma viva alma mais honesta do que eu” receberia, em sessão solene do Congresso Nacional, todas as condecorações que se confere no Brasil. Isso, porém, dependeria da confirmação de que o PT não recebeu um único centavo do dinheiro roubado da Petrobrás e de outras fontes e, ainda, de que Lula não recebeu comissões quando agiu, por conta própria, como intermediário em negociações entre empresas brasileiras e governos estrangeiros.

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Quando um ex-presidente, ou qualquer cidadão que não ocupa um cargo que lhe confere essa prerrogativa, atua como intermediário entre empresas brasileiras e governos estrangeiros, é formalmente designado pelo presidente da República para fazê-lo em cooperação com o embaixador brasileiro naquele país. Essa designação é publicada no DOU. Não fosse assim as representações diplomáticas brasileiras perderiam suas funções. Imagine-se a situação da representação brasileira na JID (Junta Interamericana de Defesa) em Washington, DC se Lula, por conta própria, atuasse nas negociações de compra de armamentos para as Forças Armadas ou de venda de armamentos produzidos no Brasil para as Forças Armadas norte-americanas. Para ilustrar é impensável ter-se Lula, por ser um ex-presidente, negociando a venda de aviões fabricados pela Embraer sem levar consigo a designação formal para fazê-lo. As relações diplomáticas entre o Brasil e governos estrangeiros passariam a depender do humor de Lula e tornariam inócuas todas as negociações que o governo brasileiro estaria mantendo no exterior.

É esse detalhe, básico, que Lula se recusa a entender e seria apropriado indagar-lhe se durante seus dois mandatos permitiu que alguém negociasse, sem sua expressa autorização, em nome do Brasil ou de uma empresa brasileira. Internamente, por óbvio, se concordaria que se assim agisse estaria praticando o que se denomina de “tráfego de influência”, um crime, e que talvez ele, Lula, teria cometido.

De duas, uma. Ou Lula é incrível e incomparavelmente ingênuo e despreparado ou se trata do maior canalha que, por duas vezes, foi eleito presidente da República.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
21/01/2016

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