Imbecis de Umberto Eco atacam Cabo Frio. De novo

A comunidade é antiga. 100 anos ou mais. No Lido 200 famílias estão ameaçadas de perderem suas casas e quem poderia fazer alguma coisa parece fingir não saber. Quando as casas começarem a ser demolidas, se apresentarão como “defensores dos pobres e oprimidos”. Até agora apenas a UniAmacaf e o IFHAN se interessaram.
O prefeito esteve lá, mas para botar panos quentes. Junto com outro, “farinha do mesmo saco”, se revezam no poder nos últimos 25 anos permitindo que se cometam o que seriam imbecilidades. O atual o que de útil fez foi cobrir algumas ruas com asfalto impedindo que a rede de coleta separativa de esgoto fosse instalada. Se algum dia isso acontecer terão que arrebentar tudo e asfaltar de novo. Recentemente cortou a “Bolsa Vagabundo” de 4.500 sanguessugas que levavam para casa dinheiro de que não precisavam.
Em 2000 defendeu-se nas redes sociais a instalação do que seria a maior aberração da engenharia sanitária, o sistema de coleta de esgoto em tempo seco.
Seguiram-se outras, os vereadores sem nenhum controle sobre elas uma vez que abriram mão de suas prerrogativas constitucionais, e exclusivas, em favor de uma excrescência conhecida como Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILJ). Nas redes sociais seguiram-se aprovações de uma sequência do que seriam imbecilidades praticadas pelo consórcio, inclusive as transposições dos esgotos de São Pedro da Aldeia e Iguaba para a bacia do rio Una.
Houve silêncio quando a excrescência estudou a possibilidade de construir uma composteira para produção de adubo usando como matéria prima fezes humanas. Na ocasião o secretário-executivo da excrescência protestou após críticas feitas nesta coluna, registrando que “só ele poderia ter a idéia”. É um alívio ter reclamado para si a propriedade da patente da invenção.
Em 2007 defendeu-se nas redes sociais a ocupação da Reserva do Peró para fins de exploração imobiliária.
Enquanto uma celeuma se instalava tendo como cerne da discussão aquela agressão ao meio ambiente, defendeu-se nas redes sociais a construção de um shopping sobre uma área de inestimável importância arqueológica, destruindo-a. Houve até a ridícula e inexeqüível proposta de se construir um piso de vidro para que frequentadores do shopping pudessem apreciar as relíquias arqueológicas, soterradas.
Agora, neste ano de 2015, quando 200 famílias teriam que ser desalojadas de suas residências, num bairro de pescadores, o Lido, final da praia da Forte, que ali existe há 100 anos ou mais, essa que seria uma imbecilidade parece não ser problema.
Imbecis de Umberto Eco se mobilizam e atacam Cabo Frio. De novo. É altamente provável que prosperem.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
12/05/2015

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