Greve dos petroleiros atinge cinco dos 17 sindicatos

Greve dos petroleiros atinge cinco dos 17 sindicatos
Greve dos petroleiros atinge cinco dos 17 sindicatos

Greve dos petroleiros atinge cinco dos 17 sindicatosOperações na Bacia de Campos (Reprodução)

A greve dos petroleiros deflagrada na quinta-feira (24) é parcial e atinge cinco sindicados, ligados à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), dos 17 que representam a categoria. Os outros 12 sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) não aderiram ao movimento.

A assessoria de imprensa da FNP admitiu que o movimento não chega a afetar as principais atividades da companhia, já que os sindicalistas ligados à FUP são maioria e estão lotados nas bases operacionais de peso da companhia, aí incluídas as principais refinarias e unidades de produção.

Os cinco sindicatos ligados à FNP somam cerca de 40% a 45% dos funcionários da estatal – o equivalente a cerca de 40 mil trabalhadores. “A paralisação maior ocorreu no Terminal da Transpetro em Bélem e também no Terminal da Baía de Guanabara (Tebig), na Ilha do Governador, subúrbio do Rio de Janeiro, no dia de ontem [quinta-feira]”.

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Ao longo do dia desta sexta-feira o movimento é esporádico, com paralisações de cerca de duas horas, em bases do Rio de Janeiro, do Litoral Paulista, do sindicato de Alagoas/Sergipe e do Amazonas, que engloba as bases do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas.

Segundo o Sindicato, a greve é motivada por uma “verdadeira tentativa de retrocesso [por parte da Petrobras] nos direitos constantes do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, somada à venda de ativos e ao desmonte da estatal”.

Entre as principais reivindicações dos petroleiros estão a suspensão do Plano de Desinvestimento, que prevê a venda de ativos da estatal e de algumas subsidiárias; retomada das obras e não fechamento de postos de trabalho; 18% de aumento real no salário base; garantia, nos contratos, de licença maternidade de seis meses e auxílio creche para os terceirizados; além de redução da carga horária para pais e mães com crianças com necessidades especiais.

Em nota, a Petrobras informou que as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2015 estão em andamento e que no último dia 17 a companhia apresentou proposta das cláusulas econômicas aos sindicatos, que contempla reajuste de 5,73%.

“Em relação a mobilizações realizadas por entidades sindicais em algumas unidades da Petrobras, a companhia informa que toma todas as medidas para garantir o abastecimento do mercado, preservando a segurança das operações e dos trabalhadores”, concluiu a nota.

C/ AGÊNCIA BRASIL

 

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