Gravação com ferro em brasa – O cofre dos Lula da Silva

“Não há viva alma mais honesta do que eu” é que o Lula gostaria de gravar na testa. Mas, o mais apropriado seriam as letras L, A, D, R, Ã e O toda vez que se encontrasse um fato que o desmentisse. E fatos não faltam, desprevíveis, sórdidos,  indecentes. 

O L e o A já poderiam ser gravadas, a primeira correspondendo ao fato de ter Lula anunciado que o sítio em Atibaia seria usado como depósito de bens da família Lula da Silva, retirados antes e depois do fim de seu segundo mandato. A verdade, como se descobriu, é que objetos nos palácios do Planalto, Alvorada e na Granja do Torto foram empacotados e enviados para um galpão pertencente ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo.

Foi comentado que seriam 10 containers, mas Lula, no seu virulento discurso na tarde de 04/03 na sede do PT, São Paulo, afirmou que eram 11. E aduziu “Como é que eu ia pagar por tudo? ”, possivelmente referindo-se ao custo do transporte e de armazenagem. Comentou-se na imprensa que a empreiteira OAS assumiu as duas despesas desembolsando R$1,3 milhão envolvendo os 10 containers, mas que não estavam no sítio e sim no galpão do sindicato. Ficou a pergunta: que fim levou o 11º container e os objetos nele guardados? Poder-se-ia gravar s letra D.

Onde há fumaça há fogo e a PF solicitou novas diligências, secretas, e em 11/03 localizou 132 peças guardadas, sem custo algum, em 23 caixas lacradas numa agência do Banco do Brasil, localizada no centro de São Paulo, desde 21 de janeiro de 2011. A PF já tinha uma orientação: entre os documentos apreendidos no apartamento de Lula encontrou um intitulado “Termo de Transferência de Responsabilidade (Custódia de 23 caixas lacradas) ”, datado de 19/03/2012. No material, consta a informação de que os bens estão sob a guarda de Marisa Letícia Lula da Silva, e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Entre os responsáveis pela entrega dos presentes na agência do BB está Rogério Aurélio Pimentel, assessor especial do ex-presidente, apontado como suspeito de ter bancado despesas da reforma do sítio em Atibaia, São Paulo, frequentado ao menos 111 vezes por Lula.

O documento é uma admissão tácita de que os objetos pertencem à União e por uma razão que se desconhece foram colocados sob a guarda de Dona Marisa e de seu filho. Deveriam ser devolvidos.

Gravem-se as letras R, Â, O na testa do ex-presidente. Com exceção de um Cristo, as demais 131 peças foram surripiadas do Palácio do Planalto. Não há como desmentir isso.

Não seria exagerada a providência de embutir em mesas objetos que ainda existam nos palácios da Alvorada e Planalto, e na Granja do Torto, e colocar quadros e objetos dispostos em paredes dentro de caixas providas com vidros à prova de bala. Isso impediria que qualquer objeto naqueles locais, e que é propriedade da União, se tornasse objeto de cobiça dos Lula da Silva, que passariam a ter acesso aos três locais caso Dona Dilma decida convidar Lula, e este aceitar, para compor seu ministério. A gravação na testa de Lula, feita com ferro em brasa, permaneceria para que, facilmente, se pudesse identificar outro atributo que compõe seu caráter.

A PF deveria prosseguir com as diligências para recuperar outros objetos, entre eles um “trono africano” que o ex-presidente fez questão de citar na sua entrevista de 04/03. Não é dele. Pertence à União.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
12/03/2016

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