Gás de cozinha começa a faltar e preocupação com a greve aumenta

Gás de cozinha está em falta em depósito de Cabo Frio | Foto: Mateus Marinho
Mateus Marinho
A falta de gás de cozinha nos depósitos é a mais nova consequência da greve nacional dos caminhoneiros. Segundo fornecedores, os estoques estão chegando a níveis críticos. Moradores da Região dos Lagos estão com dificuldades para encontrar o produto.
“O gás acabou quando eu estava fazendo o almoço. Saí pra comprar e não tinha, ficamos todos sem almoçar lá em casa. E agora, como vai ser?”, questiona Marcela Carvalho, moradora de Unamar, segundo distrito de Cabo Frio.
LEIA TAMBÉM
– Caminhoneiros se concentram na Via Lagos nesta sexta; veja como está o trânsito
– Rodovia Amaral Peixoto fica engarrafada nesta quinta por causa da greve dos caminhoneiros
– Após diminuir frota nas ruas, Salineira garante transporte até o fim de semana na Região dos Lagos
– Motoristas fazem filas nos postos para garantir combustível
O empresário Valdemiro Braga, dono de duas pizzarias em Tamoios, está preocupado.
“Não sei o que vou fazer. Só tenho gás pra hoje a noite para abastecer as duas pizzarias. Se até amanhã eu não arrumar gás, não vou ter como abrir as lojas”, constata ele.

Protestos na Via Lagos

Nesta sexta-feira (25), caminhoneiros que participam da greve nacional da categoria se concentraram na RJ-124, a Via Lagos. A concentração ocorreu no Km 29, no acesso a Araruama. Segundo a CCR, concessionária que administra a rodovia, a fila de caminhões foi formada em uma faixa de cada sentido. As outras faixas ficaram liberadas. O trânsito fluiu normalmente e a movimentação terminou por volta das 17h.

Acordo ainda não começou a valer

Na noite de quinta (24), representantes dos caminhoneiros e o Governo Federal anunciaram um acordo para que a greve fosse suspensa por 15 dias. Mesmo assim, nesta sexta as manifestações continuam. Entre os reflexos da greve estão o desabastecimento dos combustíveis, com reflexos no transporte público.
Pelo acordo anunciado, que, na prática, ainda não entrou em vigor, a Petrobras deveria reduzir em 10% o valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.
O governo também prometeu uma previsibilidade mensal nos preços do diesel até o final do ano sem mexer na política de preços da Petrobra, subsidiando a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, segundo informação da Agência Brasil.