Estacione, se puder

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Em horário escolar a situação fica pior

estacione Confusão nas saídas dos turnos escolares (Revista Cidade)

Cabo Frio, a maior cidade da região em número de moradores, é guardiã de belezas naturais incontáveis e também de transtornos, principalmente para os que percorrem a cidade a bordo de um carro.

De 8h às 9h da manhã, o cenário no centro de Cabo Frio muda radicalmente. Nesse pequeno intervalo de tempo, a região central da cidade fica completamente tomada de carros.

Segundo a Secretaria de Transporte, em toda a cidade o número de vagas rotativas chega a 4.097 para carros de passeio, divididas em várias áreas. A maioria dessas vagas estão distribuídas ao longo da orla da Praia do Forte e pelo Centro da cidade, onde apenas 1.325 carros têm espaço garantido para estacionar. No Peró, outras 350 vagas estão destinadas aos automóveis, seguido de 250 vagas na Gamboa e na banca de peixe.

Av Teixeira e Souza é completamente tomada até as 9 horas da manhã
”O município faz estudos para aumentar a disponibilidade de vagas, sendo elas pagas ou não.” Afirmou o Secretário de Ordem Pública, Coronel Gilson da Costa.

Um dos fatores apontados para o caos que vem se instalando a cada ano, é no aumento de carros na cidade. De acordo com o último dado do Detran, em 2001 a frota na cidade passava dos 16 mil. Ao longo dos anos esse número foi aumentando progressivamente, e hoje Cabo Frio conta com mais de 45 mil carros circulando pelas ruas. São quase quatro carros para cada morador.

Sem alternativa para controlar a situação, a prefeitura optou por terceirizar os estacionamentos municipais, repassando a uma empresa privada (Central Park 33) a gerência do problema.
“A Prefeitura de Cabo Frio tem limitações em relação a contratação de funcionários e por isso uma empresa terceirizada foi contratada na expectativa de aumentar o número de vagas com mais facilidade” – admite Mauro Branco, Secretário de Transporte.

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Caos na temporada

Na alta temporada a disputa por uma vaga é ainda pior. Segundo o IBGE, a cidade já está com uma população fixa de aproximadamente 190 mil, mas esse número salta para a casa dos 600 mil durante o verão, quando turistas de todo o canto do Brasil e de países vizinhos chegam à cidade para aproveitar as férias. Sem contar com a virada do ano, quando o número de pessoas no município atinge a marca dos 900 mil.

Osmar Sampaio é um dos comerciantes mais antigos da cidade. Para ele a solução adotada pela administração municipal não foi das melhores.
“Até hoje não se conseguiu uma maneira eficiente para administrar o uso do estacionamento. A prefeitura não pode ter como objetivo faturar, mas sim proporcionar a rotatividade, o bem estar do cidadão. Se isso não acontecer, o centro comercial vai perder a clientela, principalmente na alta temporada, que é o período com o maior índice de vendas.” – declarou o empresário, que também chamou a atenção para a necessidade de uma melhor conscientização dos próprios comerciantes:”O empresário chega cedinho, estaciona o seu carro em frente da sua loja, porque ainda está vazia a cidade, e fica lá o dia inteiro. Ora, ele está tirando a vaga de um cliente”, observa Osmar.

Sufoco previsto para o comércio, transtornos no dia-a-dia dos motoristas. Sem encontrar uma vaga pela cidade, os motoristas recorrem aos estacionamentos particulares, tendo que pagar cerca de R$ 10 Reais por hora.

“É sempre assim, um verdadeiro sufoco quando eu chego no centro da cidade. Perco muito tempo à procura por uma vaga para estacionar o meu carro.” Desabafou o Propagandista Carlos Pereira.

(Por João Phelipe Soares)

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