Flora endêmica ameaçadas do RJ terão plano de conservação

Vegetação se recompondo sobre as dunas do Peró (Foto de Ordi Calder, publicada no Facebook)


Iniciativa é coordenada pela Secretaria Estadual do Ambiente e Jardim Botânico

Pesquisadores e gestores ambientais se encontraram no Jardim Botânico no dia 10 de setembro, para a primeira reunião preparatória do Plano de Ação Nacional (PAN) para a conservação da flora endêmica ameaçada do estado do Rio de Janeiro, coordenada pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O estado possui, de acordo com resultados preliminares, 919 espécies endêmicas da flora, das quais pelo menos 380 estão vulneráveis ou ameaçadas.

A reunião contou com a participação de representantes do Instituto Chico Mendes (ICM Bio), Ministério Público Federal, INEA, Fundação Oswaldo Cruz, Universidade Estadual do Norte Fluminense. Durante o encontro, os participantes tiveram o primeiro contato com a metodologia proposta para a realização do PAN e tiveram a oportunidade de debater e contribuir com sugestões para aprimoramento da metodologia e também com recomendações de atores externos que terão muito a contribuir nesse processo de elaboração do PAN.

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A iniciativa conjunta da SEA e do Centro Nacional de Conservação da Flora do Jardim Botânico abrange, além da elaboração do PAN, a identificação e edição da primeira lista estadual da flora endêmica ameaçada do Rio de Janeiro e também uma análise da efetividade das unidades de conservação existentes no estado na proteção dessas espécies.

Os resultados preliminares demonstram a existência de 919 espécies de plantas endêmicas no estado, incluindo árvores, herbáceas, arbustos e outras. Por enquanto, as análises de avaliação do risco de extinção foram aplicadas para 654 espécies, das quais 380 estão sob algum nível de ameaça seja criticamente ameaçada, ameaçada ou vulnerável.

O Plano de Ação, que terá oficinas de elaboração realizadas até o final do ano, destina-se a otimizar os recursos e esforços com vistas à identificação das ameaças que recaem sobre essas espécies endêmicas do estado do Rio de Janeiro e das ações necessárias com vistas a mitigar essas ameaças. A sistemática usada facilita a implementação e o monitoramento dos resultados das ações previstas.

De acordo com a Superintendência de Biodiversidade da SEA, num contexto de escassez e busca de maior eficiência na utilização de recursos, a abordagem proposta pelo PAN permitirá uma atuação integrada e sinérgica, com vistas aos melhores resultados para a proteção e conservação da flora endêmica ameaçada do estado do Rio de Janeiro.

Fonte Sea

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