Empreendimentos precisam garantir eficiência de suas estações de tratamento de esgoto

Empreendimentos precisam garantir eficiência de suas estações de tratamento de esgoto
Empreendimentos precisam garantir eficiência de suas estações de tratamento de esgoto

Empreendimentos precisam garantir eficiência de suas estações de tratamento de esgotoETE do shopping Iguatemi em Campinas SP (reprodução)

Todo grande empreendimento que gere resíduo líquido precisa ter, por força da lei, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) eficiente para não prejudicar o meio ambiente e a saúde humana. A norma tem sido cumprida em parte, já que são poucas as ETEs privadas que funcionam de acordo com os padrões estipulados pelos órgãos ambientais. A maioria delas despeja os dejetos, sem tratamento, diretamente nos recursos hídricos.

Para que as ETEs funcionem de forma eficiente, é preciso que seja feita a operação correta e a manutenção adequada e periódica do sistema, diz o ecólogo Mateus Gonzalez, destacando que a operacionalização das estações não é um procedimento simples.

Ele fala da importância de contar com os conhecimentos de especialistas no assunto, seja para treinar e capacitar os profissionais responsáveis pela operacionalização das estações nos condomínios ou centros comerciais, para corrigir o que houver fora dos padrões ou para orientar, entre outras coisas, sobre o reaproveitamento da água após passagem pela ETE.

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“As estações de tratamento são projetadas para funcionar e comprovadamente funcionam, mas se não forem operadas da forma correta, elas não serão eficientes. Esse é o problema. Se não funciona, a estação passa a ser apenas uma passagem para o esgoto. Ele passa por lá e é lançado nos corpos hídricos in natura”, explica Mateus.

“O objetivo da estação é a redução da carga orgânica. O esgoto sanitário é composto por uma média de 94% a 97% de água. O restante é matéria sólida. A operação da estação em si é primordial. Ela tem que ser diária e constante”, explica

Segundo ele, a manutenção das estações é fundamental para que elas se mantenham em pleno funcionamento. “Eles tiram a sujeira e a areia, para que esse material não vá para os reatores e comprometam o sistema. O excesso gordura é outro problema. Ele entope a tubulação e causa mau cheiro”, explica o técnico.

REUTILIZAÇÃO

Os efluentes, líquido resultante após o tratamento, em caso de uma ETE eficiente, pode ser reutilizado de diversas formas, evitando o desperdício de água potável. Além de servir para regar jardins, a água também pode ser usada para descargas em banheiros, lavagem de pisos e calçadas. O reaproveitamento da água proveniente das Estações de Tratamento de Esgoto bem operadas já é uma solução utilizada nos países mais desenvolvidos. No Brasil ainda é um recurso pouco adotado.

O descarte de esgoto fora dos padrões nos recursos hídricos configura-se em crime ambiental. O responsável pela gestão do empreendimento pode ser responsabilizado administrativamente e criminalmente por isso. Também pode perder a outorga e ser embargado pelos órgãos ambientais.

Fonte Trata brasil

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