Lula e OJ Simpson: delirantes e narcisistas. Defesa de Lula o enterra em papel (Ed 20/07)

Lula: “sou a salvação”. OJ: “sou o máximo”. OJ, em liberdade condicional. Comenta-se que viverá de memórias. E só. Lula, idem. Riquinho ri àtoa, faz ginástica em esteira. Chique.No momento se dedica a xingar o juiz Moro. É uma estratégia burra, como dizia Antônio Evaristo de Morais Filho. Enquanto isso sua defesa inunda o processo com papelada. Mais uma vez, diria Evaristo: quanto mais papel, pior.

Não se xinga juiz. É como o aluno que xinga o professor porque recebeu nota zero. Levará um zero duplo. Se não for expulso da escola, por alguma razão, como apoio dos colegas, eventualmente os pais serão chamados, sem alarde, e solicitados a transferir o garotão para outra escola.

Na presença de um kuiz vale o dito “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Juiz tem a faca e o queijo na mão. Quem xingar poderá sair de prato vazio. Pode levar uma trauletada: 30, 60, 90 dias por desacato. Assim, sem consultar ninguém.

O advogado de Lula solicitou a juntada de milhares de páginas de documentos relativos à Petrobrás. Pode levar um castigo em algum momento. Lá na segunda instância um juiz pode aceitar a juntada e solicitar que o advogado justifique a juntada de cada documento, página por página, dando-lhe cinco dias para fazê-lo. O sujeito não conseguirá dormir e não conseguirá executar a tarefa.

Esse advogado está enterrando Lula em papel. No meio do julgamento, um dos juízes favorável à condenação, pode pedir vista e travar tudo. Ao mesmo tempo se Lula solicitar o registro de sua candidatura à presidência em 2018 e a coisa for contestada, vai primeiro para o TRE, depois para o TSE e depois para o Supremo.

É montanha de papel em cima de montanha de papel. O tempo vai passar, as eleições acontecerão e a coisa vai ficar enterrada em papel. Embaixo, Lula.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
18?07/2017

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