Consumo de carne processada aumenta o risco de câncer em 18%, alerta a OMS

Consumo de carne processada aumenta o risco de câncer em 18%, alerta a OMS
Consumo de carne processada aumenta o risco de câncer em 18%, alerta a OMS

Consumo de carne processada aumenta o risco de câncer em 18%, alerta a OMS

Estudo, realizado por 22 especialistas de 10 países, reuniu conclusões de centenas de pesquisas

Bacon, linguiça, salsicha, presunto e outras carnes processadas acabaram de ser elevadas ao patamar mais alto de uma lista não muito agradável. Elas agora fazem parte do grupo 1 da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc), que é composto por substâncias que comprovadamente aumentam o risco de câncer.

Desta forma, passam a figurar ao lado de outras já bastante conhecidas, como tabaco, bebidas alcoólicas e radiação solar. O alerta veio de um relatório divulgado ontem pela agência, órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Conforme o documento, o consumo de 50g de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumenta o risco de câncer no intestino grosso e no reto em 18%. O aviso veio também para o consumo excessivo de carne vermelha, só que de forma mais branda.

Pela falta de provas mais contundentes, a organização enquadrou este alimento no grupo 2A, composto por substâncias “provavelmente cancerígenas”, e indicando também uma redução no seu consumo. Ela foi associada, além do câncer de intestino, a tumores no pâncreas e na próstata.

Desde 2008 o Instituto Nacional do Câncer dos EUA alerta para os riscos do consumo excessivo destes alimentos. Já é consenso no meio médico que estas carnes devem ser consumidas com muita moderação, mas isso não é somente pelo potencial carcinogênico delas, mas, sim, porque o hábito de comer muitos alimentos processados e ricos em gordura reflete um estilo de vida que pode aumentar o risco de desenvolver diversos tipos de câncer.

Por Jaqueline Sordi – originalmente publicado em ZH

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