Chuvas aumentam produção de leite no Rio de Janeiro

Chuvas aumentam lucratividade do leite no Rio de Janeiro
Chuvas aumentam lucratividade do leite no Rio de Janeiro

Chuvas aumentam lucratividade do leite no Rio de Janeiro

No Norte Fluminense, pecuaristas afirmam que custos de produção caíram pela metade

Com o aumento das chuvas no mês de outubro, a produtividade de leite começa a subir e os custos de produção diminuem bastante. Em Dores de Macabu, maior bacia leiteira de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o corte nas despesas é de quase 50%. Isso tende a compensar a ligeira queda no preço pago ao produtor por litro durante o verão, quando o leite chega a ser vendido por R$ 1,40 às indústrias e cooperativas.

O produtor Romeu Soares, da microbacia Rio da Prata, produz 450 litros por dia. Há mais de uma semana, ele está com o equipamento de irrigação desligado, o que significa uma economia de quase R$ 500 por mês, graças ao tempo chuvoso. “A água é a riqueza do produtor. Ficamos muito animados nessa época. Este ano está chovendo mais”, conta o pecuarista.

Outro fator que ajuda a enxugar as despesas é a alimentação animal. Para manter uma dieta equilibrada, as vacas precisam de capim de boa qualidade (fonte de proteínas), além de um complemento em ração, geralmente composta por farelo de soja e de milho. Os produtores contam que gastam quase R$ 2 mil por mês com ração. “Mas, como está chovendo, o capim cresce mais e melhor, e diminui a quantidade de ração”, comemoram.

Produtores querem maior estabilidade também na estação seca

Essa estabilidade só é possível pela adoção de tecnologias que fortalecem a produção leiteira no interior fluminense. De acordo com o escritório da Emater-Rio em Campos dos Goytacazes, a queda na produção local durante o inverno chega a 27%. Mas, no distrito de Dores de Macabu, onde 25% dos produtores receberam incentivo do Rio Rural para implantar o projeto de pastejo rotacionado, a retração foi de apenas 9%. Os investimentos do programa são usados para redefinir o traçado da pastagem, que passa a ser dividida em pequenos lotes, liberados gradativamente aos animais. Isso permite maior regularidade na oferta de capim, pois enquanto um trecho da pastagem se recupera, o outro já está formado.

Os produtores têm investido também na aquisição de vacas de alta lactação, que produzem mais leite, pois a criação delas só se torna eficiente com dieta
de boa qualidade. “O pastejo rotacionado, que tem sistema de irrigação sustentável, vem mudando a realidade econômica dos produtores. Até quem não é beneficiário do programa está implantando por conta própria”, afirma o técnico da Emater-Rio, Renato Gomes.

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