Campanha da Fraternidade 2016 enfatiza direito ao saneamento

Campanha da Fraternidade 2016 enfatiza direito ao saneamento
Campanha da Fraternidade 2016 enfatiza direito ao saneamento

Campanha da Fraternidade 2016 enfatiza direito ao saneamentoEsgoto despejado na orla do Rio de Janeiro (Foto FB Mario Moscarelli, reprodução)

A Campanha da Fraternidade 2016, realizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), lançada no dia 10 de fevereiro em Brasília tem como “Casa Comum, nossa responsabilidade“, com o objetivo de chamar atenção para a questão do direito ao saneamento básico para todas as pessoas, buscando fortalecer o empenho por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro do planeta Terra.

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Na legislação brasileira, os rios mortos são aqueles enquadrados na classe 4 (Resolução Conama 357 e correlatas), que são rios destinados a diluir efluentes (esgotos) com baixa eficiência de tratamento e, na grande maioria, sem tratamento. “Para estes corpos d’água, a legislação não prevê sequer limites para poluentes, fazendo com que muitos rios e córregos, de milhares de cidades do país, fiquem completamente indisponíveis para usos múltiplos, como a produção de alimentos, o lazer e consumo humano. É um desperdício perverso, que agrava a indisponibilidade de água nos centros urbanos. Muitas vezes as águas poluídas atingem o litoral, piorando a poluição do mar e tornando as praias impróprias para banho. Tudo isso afeta a saúde e a qualidade de vida de cada um de nós”, explica Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

A mobilização pelo saneamento se integra também à ação Água Limpa é a Onda (www.agualimpaeaonda.com.br), em parceria com as ONGs Instituto-e e Uma Gota no Oceano, e em apoio a associações de moradores e surfistas do Rio de Janeiro. A iniciativa pede obras urgentes de saneamento para a despoluição das praias e está realizando eventos para debate e coleta de assinaturas em torno da causa. O litoral brasileiro possui baixo índice de coleta e tratamento de esgoto e a intenção é levar essa ação para outras cidades litorâneas do país, com problemas semelhantes aos do Rio de Janeiro, onde a falta de saneamento básico gera poluição marinha e uma série de problemas ambientais e de saúde pública.

Fonte SOS Mata AtLântica

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