Caiu a produção de vacinas

O alerta foi dado em março/2014 pelo Ministério da Saúde. Consequentemente, a distribuição. Daí as notícias atuais mostrando as prateleiras vazias nos hospitais e postos de saúde. Em abril/2014 o Butantan, por exemplo, paralisou a produção das vacinas contra tétano, hepatite B e raiva. E, finalmente, em 29/04/2015, a ANVISA e o Ministério da Saúde barraram a produção das vacinas porque o instituto não realizou as obras que se comprometeu realizar e que causaram a queda em 2014.
Também caiu a produção da vacina BCG que é (ou deveria ser) dada em dose única para combater as formas mais graves de tuberculose. É (ou deveria ser) aplicada gratuitamente nos postos de saúde e maternidades públicas. As mães estão chorando com filhos recém-nascidos nos seus colos porque não conseguem vaciná-los. A vacina deve (ou deveria ser) ser tomada até 45 dias após o nascimento.
O campo semeado de miséria está fértil para uma campanha histérica em 2017, com Lula, “O não sei de nada, eu não fiz nada”, à frente. Como comentou um articulista defensor do dito cujo, “Lula, apenas, ficou rico”. Atualmente está depondo na PF como “informante”, um eufemismo para “delator”.
Quanto mais miséria houver, quanto mais gente passando fome, melhor para o PT, especialista em trafegar no lamaçal da corrupção, distribuindo cartões magnéticos para acesso a uma conta bancária em lugares onde não há linhas de transmissão de energia. Todos sabemos que o Programa Fome Zero morreu de fome. Morte matada. Morte morrida, com os supostos 44 milhões de brasileiros resgatados da miséria voltando a uma condição mais miserável do que a que se vê no Haiti.
A “guerrilheira” Dilma não falou disso durante sua campanha para a reeleição. Nem o incomparável Aécio Neves, o representante da “direita” que estaria tentando dar um “golpe” para alijar o PT e o PMDB do poder. O problema é que se conseguisse não saberia o que fazer. Seu discurso é vazio.
Há previsão de que o Brasil voltará a crescer em 2017. Sejamos mais otimistas: acresça-se cinco anos. Não se recoloca em produção uma alto-forno desligado em menos de seis meses. Não se retorna ao nível de produção à época do desligamento em menos de doze. Não se retoma, em menos de cinco anos, os níveis de produção das mais de trinta mil empresas dependentes do ferro gusa e do aço, ou das outras tantas fornecedoras de insumos para a produção em uma usina siderúrgica. A mão-de-obra despedida terá que ser recontratada e, com sorte, 50% voltarão. Os demais terão que ser treinados e isso não acontece em menos de dois/três anos. Além do mais há a considerar que ficará mais barato importar do que produzir. O exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, vis-à-vis o Japão aplica-se, como uma luva, ao que está acontecendo neste País.
Um urubu pousou na nossa sorte.
Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
07/01/2016

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