Cabo Frio Tempero termina em amargo prejuízo para participantes

Cabo Frio Tempero termina em amargo prejuízo para participantes
Cabo Frio Tempero termina em amargo prejuízo para participantes

Cabo Frio Tempero termina em amargo prejuízo para participantesBarraqueiros se retiram do evento alegando prejuízio de mais de R$ 5.000

O que foi anunciado como sendo um evento diferenciado e de alto nível acabou em vexame.

Nem bem começou e já acabou. O anunciado festival gastronômico ao rítmo de jazz and blues programado para acontecer de 28 a 01 de novembro na Praia das Palmeiras acabou antes de começar e deixou um gosto amargo na boca e nos bolsos dos participantes.

Cada barraqueiro pagou entre R$ 1.000 e 1.200, à vista, um mês antes do evento para participar do festival. “Chegamos aqui ontem meio-dia, estava tudo deserto, parecia que não ia ter evento. Muito mal divulgado, ninguém na cidade sabia, nem aqui na rua ao lado onde tem o supermercado Princesa, ninguém sabia. Chegamos aqui e não tinha água, não tinha luz, tudo ao Deus dará”, reclamavam em bloco.

Os barraqueiros contestam a afirmação de que o evento teria sido cancelado pelo Corpo de Bombeiros em função da chuva. “Isso é fajuto. Ela (referindo-se à organizadora do evento) não pagou as tendas, e eles resolveram desmontar. Já viu algum evento desmontar tendas tão rápido? Não pagou”, afirmam os barraqueiros.

O prejuízo é grande para quem investiu no evento. “Compramos, peixe, sardinha, camarão. Investi 2 mil reais só de produtos, mas também comprei um fogão. O prejuízo é em torno de 5 mil reais”, garantiu um barraqueiro.

cabofriotempero2Barraqueiros estimam o prejuízo em R$ 5.000 cabofriotempero3Tendas foram desmontadas por falta de pagamento

Para os que compraram espaço para vender doces, a situação foi um pouco pior. Uma doceira explicou que pagou R$ 350 pela barraca, mas o setor de doces simplesmente não foi montado. “Tive que botar a mercadoria numa mesinha, e como choveu, não consegui vender nada, voltei com tudo para casa e não sei o que fazer, vou perder tudo”, conta uma doceira.

Sueli Barreto, promotora do evento, garantiu que o cancelamento aconteceu devido ao mau tempo. “Por causa da chuva, a Defesa Civil esteve aqui, percorreu o local e disse que não poderia autorizar o evento. Com a previsão de mais chuva, hoje de manhã chamei todo mundo e falei com eles. Graças a Deus todo mundo entendeu”.

Sueli cabofriotemperoSueli Barreto, organizadra do evento,  nega que o cancelamento foi devido à falta de pagamento a fornecedoresEla nega que a retirada das tendas por falta de pagamento, fato confirmado pelos dois fornecedores presentes, tenha sido a causa do cancelamento. “Isso é mentira. Futrica! As tendas são contratadas para quatro dias, e como não vai ter evento, não tem sentido pagar”, garante. Sueli também enfatizou que ninguém saiu no prejuízo, pois o evento será remarcado e todos poderão participar.

Foram comercializadas, segundo informou a organizadora, 21 barracas ao custo médio de R$ 1.000. A promotora é a mesma que organizou o Festival de Camarão, que aconteceu em julho na Praia do Siqueira, onde problemas similares foram relatados, com o registro até mesmo de um Boletim de Ocorrências na 126ª DP, onde um fornecedor alega o não pagamento de valores acordados.

Tampouco as promessas da secretaria de Meio Ambiente de fazer um evento ecologicamente correto se concretizaram. A prefeitura anunciou o plantio de árvores no entorno do evento e diversas atividades esportivas e educacionais, como coleta de lixo e competições, mas nem mesmo o gramado em frente ao evento foi aparado.

Da Redação.

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