Alunos do IFF e ambientalistas marcham em apoio à mobilização mundial pelo clima

Alunos do IFF e ambientalistas marcham em apoio à mobilização mundial pelo clima
Alunos do IFF e ambientalistas marcham em apoio à mobilização mundial pelo clima

Alunos do IFF e ambientalistas marcham em apoio à mobilização mundial pelo clima

Caminhada aconteceu no sábado, 28, no Peró, com o objetivo de chamar a atenção para a área, mas também fez alerta para outros problemas ambientais, como a tragédia de Mariana já ocorrida,  e a usina nuclear de Angra dos Reis. 

Reunidos em Paris, na maior conferência do gênero, 180 chefes de Estado tentam estabelecer metas para diminuir o aquecimento global do Planeta na Cúpula do Clima. Momento único, decisivo e derradeiro para que o Planeta tome as decisões que poderão diminuir, de fato, o aquecimento global.

A luta para deter as mudanças climáticas não significa apenas impedir mais algumas tempestades ou alguns centímetros de elevação do nível do mar. Cientistas alertam que o Planeta está perto de alcançar pontos que não poderão ser controlados, o que afetará a nossa frágil biosfera. O resultado seriam mudanças climáticas bruscas e incontroláveis, que poderiam significar o fim da existência humana na Terra.

A Avaaz, organização que faz petições eletrônicas, convocou marchas em todo o mundo para alertar os líderes mundiais das reais necessidades do Planeta. Foram mais de 2 mil manifestações em todo o mundo. Em Melbourne, na Austrália, 60 mil pessoas marcharam no dia 27 em apoio à iniciativa. Em Cabo Frio, o apelo foi atendido pelos alunos de Pós-graduação em Educação Ambiental do Instituto Federal Fluminense (IFF), Campus Cabo Frio, coordenado pela professora Dalila Mello e pelo Movimento SOS Dunas do Peró.

“Esta é a nossa é marcha do clima local. Estamos trabalhando com Educação Ambiental junto com os Movimentos Sociais, e nas escolas as crianças estão sendo ensinadas a agir localmente pensando globalmente. A escolha das Dunas do Peró para a realização da marcha foi para atender a demanda do Conselho do Parque Estadual da Costa do Sol (PECS), que pediu a inclusão das dunas no PECS, para que está área seja reservada para uso de toda a população brasileira e mundial, e não apenas para os empresários e pessoas de classe média alta que irão desfrutar de um empreendimento luxuoso ou um resort”, explica a professora.

A marcha começou na Estrada do Guriri e seguiu por dentro do campo de dunas, até a orla da praia do Peró, indo até a Praça do Moinho, onde uma tenda foi montada pelo Inea (Instituto Estadual do Ambiente) para demonstração do trabalho dos guardas-parque do PECS e de trabalhos produzidos pelos alunos nas escolas e no IFF.

A professora aproveitou o momento ambiental delicado para fazer um alerta. “Nós fizemos um memorial para o Rio Doce. Lembrando que a tragédia foi propositada, uma vez que o Governo Federal, que é responsável por coordenar as ações de licenciamentos e o Governo Estadual de Minas são omissos, não dotam os órgãos de controle de pessoal suficiente para fazer o trabalho de fiscalização. E pior, isso é apenas a ponta do iceberg do que nós vamos enfrentar. Existem situações como essa para estourar no Brasil inteiro, e no Rio de Janeiro a gente precisa ficar especialmente preocupados com a usina nuclear de Angra dos Reis, que se acontecer um acidente nessas proporções, vai afetar todo o Estado”, adverte.

Dalila lembrou que um outro rio brasileiro também está sendo afetado por grandes projetos. “Além disso, nós estamos chamando a atenção para o Rio Xingu, que está vivo. É hora acontecer uma mobilização nacional pelo fechamento da barragem Belo Monte. Aquilo é uma falta de censo, e só interessa aos empresários, o rio não vai produzir energia suficiente para justificar o estrago ambiental e cultural que a obra vai provocar. Porque o Rio Xingu é, antes de mais nada, a nação indígena mais organizada do país”, ressalta.

dalilamellomarchaclimaProfessora Dalila Mello, do IFF, coordenou a Marcha do Clima em Cabo Frio danielguardaparqueGuarda-parque Daniel explica como transformar uma gaiola em jardim suspenso

Conhecer para amar

Na tenda montada na Praça do Moinho, guardas-parque do PECS apresentaram ao público seus equipamentos, e explicaram o dia-a-dia do trabalho.

O guarda-parque Daniel explica que a intenção é informar. “Para amar é preciso conhecer”, afirma. Ele diz que a equipe também quer chamar a atenção para o Dia Estadual de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres, que é lembrado no 1º de dezembro. Para isso, levaram para a tenda as gaiolas apreendidas pelos fiscais , e explicaram que essas gaiolas são recicladas para se tornarem expositores de plantas e flores.

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“Queremos fazer uma conscientização sobre o tráfico de animais e essa cultura que ainda existe de aprisionar os pássaros. Trouxemos algumas armadilhas apreendidas para mostrar ao público e mostrar também o trabalho de reciclagem que pode ser feito transformando a gaiola num jardim suspenso”, conta a guarda-parque, Taiana Cabral.

Mundo precisa ir “mais rápido e mais longe” para conter aquecimento global, diz Ban Ki-moon

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu a líderes mundiais no começo de encontro sobre o clima em Paris com duas semanas de duração para acelerar ações para evitar o perigoso aumento de temperaturas.

Promessas nacionais de cortes de emissões de mais de 180 nações foram, disse, um bom começo, mas não o suficiente para conter o aquecimento global em no máximo 2 graus Celsius, limite que, segundo cientistas, irá evitar piores consequências.

“Paris precisa marcar um ponto de mudança decisivo”, disse. “Precisamos ir mais rápido e mais longe para limitar o aumento da temperatura global em menos de 2 graus Celsius”.

Da Redação

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